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Américas enfrentam recorde de 14,5 milhões de deslocados internos em 2024

Deslocamento interno nas Américas atinge 14,5 milhões em 2024, com Haiti liderando os números devido a conflitos e desastres naturais.

As Américas enfrentam um aumento alarmante no deslocamento interno, com 14,5 milhões de pessoas deslocadas em 2024, representando 22% do total global. O relatório do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) revela que o Haiti é o país mais afetado, com 889 mil deslocados devido a conflitos e violência, além de 4.800 por desastres naturais. A […]

As Américas enfrentam um aumento alarmante no deslocamento interno, com 14,5 milhões de pessoas deslocadas em 2024, representando 22% do total global. O relatório do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) revela que o Haiti é o país mais afetado, com 889 mil deslocados devido a conflitos e violência, além de 4.800 por desastres naturais.

A violência de gangues e a instabilidade política no Haiti são fatores críticos para esse aumento. O NRC destaca que uma coalizão de gangues, chamada Viv Ansanm, intensificou seus ataques no final de 2023 e ao longo de 2024. A Colômbia segue como o segundo país mais afetado, com 388 mil deslocados por conflitos e 91 mil por desastres naturais.

Impactos na Região

O Equador também apresenta números preocupantes, com 101 mil deslocados por conflitos e 4.400 por desastres. O relatório aponta que grupos criminosos têm ampliado suas atividades, especialmente nas províncias de Esmeraldas, Manabí, El Oro e Guayas. Nos Estados Unidos, 11 milhões de deslocamentos foram registrados, principalmente devido a furacões.

Globalmente, o número de deslocados internos atingiu 83,4 milhões, com 73,5 milhões por conflitos e 9,8 milhões por desastres, um aumento significativo em relação aos anos anteriores. A mudança climática tem exacerbado esses deslocamentos, com 99,5% dos casos relacionados a desastres climáticos.

Desafios Econômicos

A violência e o crime organizado na América Latina estão impactando a economia da região, que deve crescer apenas 2,1% em 2025. As taxas de homicídio são oito vezes maiores que a média global, e a região é responsável por um terço dos homicídios do mundo. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estima que os custos diretos do crime representaram 3,4% do PIB em 2022.

Esses dados ressaltam a necessidade urgente de atenção a uma crise que não é apenas humanitária, mas também um desafio político e de desenvolvimento.

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