O governo de Israel interceptou na madrugada de hoje o barco Madleen, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A embarcação transportava doze ativistas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os passageiros serão enviados de volta a seus países de […]
O governo de Israel interceptou na madrugada de hoje o barco Madleen, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A embarcação transportava doze ativistas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila. Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os passageiros serão enviados de volta a seus países de origem.
O Itamaraty brasileiro emitiu uma nota pedindo a liberação imediata dos tripulantes e apelou para o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais. O governo destacou a necessidade de Israel remover as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, conforme suas obrigações como potência ocupante.
A Flotilha da Liberdade, que partiu da Itália em junho, visava romper o bloqueio imposto a Gaza. O governo israelense, por sua vez, afirmou que a pequena quantidade de ajuda a bordo será transferida para Gaza por canais humanitários. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, elogiou a captura da embarcação e afirmou que os passageiros serão mostrados vídeos sobre os ataques de 7 de outubro.
Os ativistas relataram que foram “sequestrados” pelas forças israelenses. Thiago Ávila denunciou a operação como um crime de guerra, uma vez que ocorreu em águas internacionais. A Coalizão da Flotilha da Liberdade, que defende a solidariedade com os palestinos, também confirmou a perda de comunicação com o barco antes da interceptação.
A situação gerou reações internacionais, com a ONU e outras organizações pedindo a proteção dos civis e a continuidade da missão humanitária. A crise humanitária em Gaza é grave, com a população enfrentando sérias dificuldades de acesso a alimentos e recursos básicos.
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