Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guerra cognitiva se torna novo campo de batalha no século 21, alertam especialistas

A guerra cognitiva emerge como novo campo de batalha, manipulando percepções e pensamentos em conflitos modernos.

A guerra cognitiva é um conceito que vem ganhando destaque entre especialistas e militares, abordando a manipulação da percepção em conflitos modernos. Recentemente, o tenente-coronel da reserva francês François du Cluzel e o antropólogo Axel Ducourneau discutiram as táticas envolvidas, como desinformação e manipulação algorítmica. Du Cluzel descreve a guerra cognitiva como um novo campo […]

A guerra cognitiva é um conceito que vem ganhando destaque entre especialistas e militares, abordando a manipulação da percepção em conflitos modernos. Recentemente, o tenente-coronel da reserva francês François du Cluzel e o antropólogo Axel Ducourneau discutiram as táticas envolvidas, como desinformação e manipulação algorítmica.

Du Cluzel descreve a guerra cognitiva como um novo campo de batalha, onde o objetivo é enfraquecer adversários sem combate direto. Ele afirma que essa abordagem busca alterar a forma como as pessoas pensam, utilizando mecanismos de atenção, linguagem e memória. Um exemplo é a influência da rede social TikTok, que, segundo ele, desencoraja a leitura entre os jovens.

Táticas e Tecnologias

Ducourneau ressalta que a guerra cognitiva é uma manipulação em escala ampla, que pode incluir tecnologias como imagens subliminares e ondas eletromagnéticas. Essas táticas têm implicações diretas, como demonstrado pela síndrome de Havana, que afetou diplomatas americanos em 2016, causando sintomas como dores de cabeça e perda de concentração.

A China e a Rússia têm explorado essas estratégias há anos. A doutrina militar chinesa, por exemplo, integra o espaço físico, ciberespaço e cognitivo. Du Cluzel observa que regimes democráticos são mais vulneráveis, pois evitam manobras que alterem a percepção, ao contrário de seus adversários.

Proteção e Prevenção

Para se proteger contra essas manobras, é essencial promover o pensamento crítico entre os cidadãos. Ducourneau sugere que a metacognição, ou a capacidade de refletir sobre os próprios pensamentos, pode ajudar a mitigar os efeitos da manipulação. A Suécia já criou uma Agência de Defesa Psicológica para identificar e coordenar esforços contra essas ameaças, demonstrando a necessidade de uma abordagem integrada entre os setores público e privado.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais