- Thiago Ávila, ativista brasileiro, iniciou uma greve de fome e água após ser detido por Israel no dia 8 de outubro, enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
- A embarcação com doze voluntários foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais.
- A greve começou às 4h do dia 9 de outubro, e os ativistas relataram condições insalubres, como infestações de percevejos e água imprópria para consumo.
- Israel solicitou ao tribunal a manutenção dos ativistas sob custódia até a deportação, aplicando uma proibição de entrada de 100 anos.
- Greta Thunberg, uma das ativistas, foi deportada e deixou Tel Aviv no dia 10 de outubro; cinco dos seis franceses na tripulação se recusaram a assinar as ordens de deportação.
O ativista brasileiro Thiago Ávila iniciou uma greve de fome e água após ser detido por Israel enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A interceptação ocorreu no domingo, 8, quando a embarcação, que transportava outros 11 voluntários, foi abordada por forças israelenses.
De acordo com o Centro Jurídico pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel (Adalah), a greve começou às 4h do dia 9, horário local. Ávila e outros ativistas relataram condições insalubres, como infestações de percevejos e acesso a água imprópria para consumo. O Estado israelense solicitou ao tribunal a manutenção dos ativistas sob custódia até a deportação, conforme a Lei de Entrada em Israel.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que Greta Thunberg, uma das ativistas, foi deportada e deixou Tel Aviv na manhã de terça-feira, 10. Entretanto, cinco dos seis franceses na tripulação se recusaram a assinar as ordens de deportação e serão levados a uma autoridade judicial israelense.
Detalhes da Detenção
O tribunal de revisão de detenção de Israel analisou as ordens de custódia de oito dos doze voluntários no centro de detenção de Ramleh. Israel considera os ativistas como se tivessem entrado ilegalmente no país, apesar de terem sido interceptados em águas internacionais. Cada um deles recebeu uma proibição de entrada em Israel por 100 anos.
Thiago Ávila, coordenador internacional da Coalizão da Flotilha da Liberdade, havia alertado sobre os riscos de levar ajuda humanitária à Gaza, onde a população enfrenta uma crise alimentar. Em entrevistas anteriores, ele mencionou a possibilidade de um ataque, destacando que a equipe estava preparada para diferentes cenários, incluindo a interceptação e a deportação.
A situação dos ativistas continua a ser monitorada, com a Adalah exigindo a libertação imediata e incondicional dos detidos, permitindo que retornem a seus países de origem.
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