- A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia em 24 de outubro de 2023.
- Este é o 18º pacote de sanções desde a invasão da Ucrânia em 2022.
- O teto de preço do petróleo russo foi reduzido de 60 para 45 dólares por barril.
- Será implementado um banimento total de transações com bancos russos em países terceiros.
- O pacote também inclui restrições à exportação de materiais que possam modernizar as armas russas.
A União Europeia anunciou um novo pacote de sanções contra a Rússia nesta terça-feira, 24 de outubro de 2023, em resposta aos ataques contínuos de Moscou à Ucrânia. Este é o 18º pacote desde o início da invasão em 2022 e visa restringir ainda mais a capacidade da Rússia de lucrar com a produção de petróleo e gás.
Entre as principais medidas, destaca-se a redução do teto de preço do petróleo russo de 60 para 45 dólares por barril. Além disso, será implementado um banimento total de transações com bancos russos em países terceiros, dificultando a evasão das sanções existentes. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as sanções são necessárias, pois “a força é a única linguagem que a Rússia entende”.
A proposta também inclui um banimento do uso da infraestrutura energética russa, impedindo operadores da UE de realizar transações relacionadas aos gasodutos Nord Stream. A aprovação do pacote dependerá dos 27 estados membros da UE, o que pode ser complicado devido a preocupações levantadas por governos mais favoráveis ao Kremlin, como Hungria e Eslováquia.
A Comissão Europeia destacou que as exportações de petróleo representam cerca de um terço da receita do governo russo. A nova redução do teto de preço é uma resposta à queda dos preços globais do petróleo, que atualmente estão próximos do limite anterior. A UE também planeja endurecer as sanções sobre o setor bancário russo, incluindo a adição de 22 bancos à lista de instituições sancionadas.
Além disso, o pacote visa restringir a exportação de materiais e tecnologias que possam modernizar as armas russas, abrangendo empresas que apoiam o complexo militar e industrial da Rússia. As novas medidas refletem a determinação da UE em aumentar a pressão sobre Moscou em meio a um cenário de crescente violência na Ucrânia.
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