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Otan ajusta cúpula para atender demandas de gastos militares dos Estados Unidos

Aliados da Otan enfrentam desafios para atender à exigência de Donald Trump de gastos de 5% do PIB em defesa, enquanto debatem contabilização de investimentos.

Ministros de países integrantes da Otan em reunião na Turquia nesta quinta-feira (Foto: AFP)
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A cúpula da Otan, que acontecerá em breve na Holanda, vai discutir a força militar e a unidade entre os países membros, especialmente em relação à Rússia. O presidente dos EUA, Donald Trump, está pedindo que cada país gaste 5% do seu PIB em defesa. Para atender a essa demanda, os aliados estão preparando um comunicado que inclui uma proposta do primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, que sugere que gastos com infraestrutura e ajuda à Ucrânia sejam considerados como parte do investimento militar. No entanto, isso gerou confusão sobre como esses gastos serão contabilizados. A proposta de Rutte prevê 3,5% do PIB para gastos básicos com defesa, mas especialistas alertam que muitos países ainda não conseguem atingir a meta atual de 2%. Além disso, há um debate sobre como contabilizar a ajuda à Ucrânia, com divergências sobre se deve ser classificada como gasto militar essencial ou como investimento relacionado. O ministro da Defesa da Estônia destacou a necessidade urgente de mostrar que a Otan está pronta para defender seus membros, enquanto o Reino Unido planeja gastar 3% até 2034 e os EUA cerca de 3,4% do PIB em defesa.

Cúpula da Otan busca agradar Trump com aumento de gastos militares

A cúpula da Otan, marcada para a próxima semana em Haia, terá como foco a unidade entre os aliados e a força militar, especialmente em relação à Rússia. O presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona por um aumento nos gastos militares, propondo que cada membro da aliança destine 5% do PIB para a defesa.

Os aliados da Otan estão elaborando um comunicado de cinco parágrafos para atender às exigências de Trump. A proposta do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, sugere que os gastos em infraestrutura e ajuda à Ucrânia sejam contabilizados como parte do investimento militar. No entanto, isso gerou confusão sobre como esses gastos serão contabilizados.

Desafios na implementação da proposta

A proposta de Rutte inclui 3,5% do PIB em gastos básicos com defesa, enquanto o restante seria destinado a investimentos relacionados à segurança. Especialistas apontam que, embora a ideia tenha ganhado força, as dificuldades em sua implementação são evidentes. Muitos países da Otan ainda lutam para atingir a meta atual de 2% e podem não conseguir atender à nova demanda de Trump.

A discussão sobre os gastos se transformou em um debate sobre como financiar uma gama crescente de prioridades. Jeremy Shapiro, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirmou que a proposta de Rutte é uma “jogada de fachada”, já que os aumentos nos gastos são mais impulsionados pela ameaça russa do que pelas exigências de Trump.

Contabilização da ajuda à Ucrânia

Os aliados também estão debatendo como contabilizar a ajuda à Ucrânia. O plano atual considera essa ajuda como gasto militar essencial, mas há divergências sobre se deve ser classificada como “investimentos relacionados”. Ministros da Defesa expressaram confusão sobre os critérios e prazos para atingir os novos limites de gastos.

O ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, enfatizou a urgência de mostrar que a Otan está preparada para defender seus países, afirmando que não há tempo a perder. Enquanto isso, o Reino Unido se comprometeu a gastar apenas 3% até 2034, e os Estados Unidos, cerca de 3,4% do PIB em defesa, representando quase metade dos gastos da aliança.

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