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Ataque à usina de Bushehr no Irã gera alerta de catástrofe nuclear pela AIEA

Ataques israelenses a instalações nucleares no Irã aumentam o risco de uma catástrofe em Bushehr, alerta a AIEA.

Domo de Ferro de Israel em ação — Foto: Jalaa Marey/AFP
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O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, alertou que um ataque à usina nuclear de Bushehr, no Irã, pode causar uma catástrofe nuclear. Isso ocorreu após ataques aéreos de Israel que danificaram outras instalações nucleares, como a usina de Arak. Grossi afirmou que um impacto em Bushehr poderia liberar muita radioatividade no meio ambiente, mas até agora não houve radiação que afetasse a população. O Exército israelense confirmou que atacou várias instalações militares e um centro de pesquisa nuclear no Irã, usando mais de 60 caças. O Irã nega que esteja desenvolvendo armas nucleares. Após os ataques, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chamou a ação de violação da Carta das Nações Unidas e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responsabilizasse Israel. Ele também alertou que a falta de ação do Conselho poderia prejudicar o controle global sobre armas nucleares. Para tentar reduzir as tensões, ministros do Reino Unido, França e Alemanha se reunirão com Araghchi em Genebra para discutir uma proposta de negociação sobre o programa nuclear do Irã.

Um ataque à usina nuclear de Bushehr, no Irã, pode resultar em uma catástrofe nuclear, advertiu o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. A declaração foi feita após ataques aéreos israelenses que danificaram instalações nucleares, incluindo a usina de Arak.

Grossi destacou que um impacto direto em Bushehr poderia provocar uma liberação significativa de radioatividade no meio ambiente. Até o momento, os ataques israelenses não resultaram em radiação que afetasse a população, segundo a AIEA. O Exército israelense confirmou que sua Força Aérea atacou diversas instalações militares e um centro de pesquisa nuclear no Irã, utilizando mais de 60 caças e cerca de 120 munições.

Entre os alvos estavam a Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva (SPND), responsável pelo desenvolvimento do programa nuclear iraniano. O ataque à instalação de Arak foi justificado por Israel como uma medida para impedir seu uso no desenvolvimento de armas nucleares. O Irã, por sua vez, nega estar construindo tais armamentos.

Reações do Irã e da Comunidade Internacional

Após os ataques, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, denunciou a ação como uma violação da Carta das Nações Unidas e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que responsabilizasse Israel. Ele alertou que a inação do Conselho poderia comprometer o regime global de não proliferação nuclear.

Em um esforço para reduzir as tensões, ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, França e Alemanha, juntamente com a chefe da política externa da União Europeia, se reunirão com Araghchi em Genebra. O objetivo é apresentar uma proposta de negociação abrangente, que inclua o programa nuclear do Irã, conforme anunciado pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

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