Israel pediu ao governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que não espere duas semanas para decidir sobre uma possível ação militar contra o Irã. A solicitação foi feita em uma conversa tensa entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e autoridades americanas. Israel acredita que há uma oportunidade limitada para atacar a instalação nuclear de Fordow, que é vista como crucial para o programa nuclear iraniano. Eles temem que esperar possa complicar futuras ações devido à pressão internacional. A instalação, localizada em uma montanha, requer bombas especiais que só os EUA têm. Durante a ligação, o vice-presidente americano, JD Vance, expressou preocupação sobre o envolvimento dos EUA, que poderia levar a um novo conflito. Netanyahu não descartou a possibilidade de Israel agir sozinho, considerando sua superioridade aérea. A ação pode não destruir completamente a instalação, mas causar danos significativos. Especialistas sugerem que Israel pode usar forças especiais ou lançar bombas para abrir brechas na fortificação. Apesar da capacidade militar de Israel, alguns acreditam que uma ação pode apenas atrasar o programa nuclear do Irã, que o país afirma ter fins pacíficos. Até agora, não houve comentários oficiais da Casa Branca ou do governo israelense sobre a situação.
Autoridades de Israel solicitaram ao governo do presidente americano, Donald Trump, que não aguarde as duas semanas prometidas para decidir sobre uma ação militar contra o programa nuclear do Irã. Essa informação foi confirmada por fontes da agência Reuters neste sábado. A comunicação ocorreu em uma ligação tensa entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e membros do governo dos EUA.
Israel acredita que há uma janela estreita de oportunidade para atacar a instalação nuclear subterrânea de Fordow, considerada o “coração” do programa iraniano. Os israelenses veem como arriscado esperar o prazo proposto por Trump, já que a pressão internacional pode dificultar qualquer ação futura. A instalação de Fordow, escavada em uma montanha, requer bombas de penetração profunda, como a GBU-57, que apenas os Estados Unidos possuem.
Durante a conversa, o vice-presidente americano, JD Vance, expressou preocupação com o envolvimento direto dos EUA, alertando que isso poderia levar o país a uma nova guerra. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também participou da chamada. Fontes em Washington afirmaram que Israel já manifestou sua avaliação de que a espera seria longa demais, embora não tenham confirmado se esse ponto foi discutido na ligação.
Possíveis Ações Militares
A possibilidade de uma operação militar por parte de Israel está se tornando mais concreta. Netanyahu não descartou agir sozinho, considerando a vantagem aérea de Israel sobre o Irã. Fontes indicam que a ação pode não visar a destruição total da instalação, mas sim danificá-la significativamente, focando em alvos internos.
Analistas sugerem que Israel pode utilizar forças especiais para invadir e sabotar a instalação. Outra estratégia em análise envolve o lançamento de bombas para abrir brechas na fortificação, semelhante à operação que resultou na morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, no ano passado. Apesar da capacidade militar de Israel, especialistas alertam que uma ação militar pode apenas atrasar o programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins pacíficos.
Até o momento, nem a Casa Branca nem o gabinete de Netanyahu comentaram sobre a situação. A missão iraniana na ONU também não respondeu aos pedidos de comentários da Reuters.
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