Três igrejas em El Fasher, Sudão, foram bombardeadas pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) nos dias 9 e 11 de junho, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas, incluindo um padre. O grupo Christian Solidarity Worldwide confirmou os ataques, que visaram a Igreja Episcopal Sudanesa, a Igreja do Interior Africano e a Igreja Católica Romana. El Fasher é o único grande centro urbano em Darfur que não está sob controle da RSF, que está cercando a cidade desde abril de 2024. A RSF tem intensificado os ataques a locais religiosos, visando cristãos não árabes e usando as igrejas como bases militares. A organização de direitos humanos denunciou graves violações, como a conversão forçada de cristãos ao islamismo. O presidente da CSW pediu um cessar-fogo imediato e proteção aos civis, que buscam abrigo nas igrejas. Desde o início da guerra civil em abril de 2023, o Sudão enfrenta uma grave crise humanitária, com milhões de crianças precisando de ajuda e muitas fora da escola.
Três igrejas em El Fasher, no Sudão, foram bombardeadas pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) em ataques ocorridos nos dias 9 e 11 de junho. Os atentados resultaram na morte de pelo menos cinco pessoas, incluindo o padre Luka Jomo, da Igreja Católica Romana. O grupo Christian Solidarity Worldwide, com sede no Reino Unido, confirmou os incidentes.
As igrejas atacadas foram a Igreja Episcopal Sudanesa, a Igreja do Interior Africano e a Igreja Católica Romana. A cidade de El Fasher, atualmente o único grande centro urbano em Darfur não sob controle da RSF, está sitiada pelo grupo desde abril de 2024. A RSF intensificou sua campanha contra locais religiosos, visando cristãos não árabes, utilizando os edifícios como bases militares.
A RSF tem sido acusada de graves violações de direitos humanos, incluindo a conversão forçada de cristãos ao islamismo. O presidente da CSW, Mervyn Thomas, condenou os ataques e destacou que as igrejas servem como abrigo para civis deslocados. Ele pediu um cessar-fogo imediato e a proteção dos civis pela comunidade internacional.
Desde o início da guerra civil em abril de 2023, o Sudão enfrenta uma crise humanitária severa. O UNICEF estima que cerca de 15 milhões de crianças sudanesas necessitam de assistência humanitária, com 4 milhões enfrentando desnutrição aguda. Além disso, aproximadamente 17 milhões de crianças estão fora da escola, e muitas delas são deslocadas. A situação se agrava com relatos de crianças desaparecidas e mortas desde o início do conflito.
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