Israel atacou a Penitenciária Evin, no Irã, em 23 de outubro, como resposta a ameaças iranianas. Essa prisão é conhecida por abrigar detentos políticos e por suas práticas de violação de direitos humanos. O ataque causou danos e gerou preocupação entre os familiares dos presos, que temem pela segurança deles. A irmã de uma prisioneira francesa expressou pânico pela falta de notícias sobre sua irmã, que está detida desde 2022. Apesar disso, a imprensa iraniana afirmou que os detentos estão seguros. A Penitenciária Evin, que existe desde 1972, abriga entre 10 mil e 15 mil pessoas e é um símbolo da repressão no país. O ataque se insere em uma estratégia maior de Israel, que busca atingir alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações nucleares.
Em um novo ataque contra o Irã, Israel bombardeou a Penitenciária Evin nesta segunda-feira, 23 de outubro. O alvo, um símbolo da repressão do regime iraniano, foi atingido em um momento de crescente tensão entre os dois países. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, divulgou um vídeo do ataque, afirmando que a ação é uma resposta a ameaças iranianas contra alvos civis.
A Penitenciária Evin, localizada em Teerã, abriga detentos políticos, jornalistas e cidadãos com dupla nacionalidade. Grupos de direitos humanos denunciam que a instalação é conhecida por suas práticas de tortura e violação de direitos. O site Mizan Online, vinculado ao Judiciário iraniano, confirmou que o ataque danificou partes da prisão, mas garantiu que a situação estava sob controle.
Familiares de detidos expressaram preocupação com o bem-estar de seus entes queridos. Noémie Kohler, irmã de uma prisioneira francesa, descreveu a situação como “pânico”, sem notícias sobre a segurança de sua irmã, detida desde 2022. A imprensa iraniana tentou tranquilizar as famílias, afirmando que os detentos estavam seguros.
Contexto da Penitenciária Evin
Desde sua fundação em 1972, a Penitenciária Evin se tornou um símbolo da repressão política no Irã. Estima-se que entre 10 mil e 15 mil detentos estejam atualmente na instalação. A ativista e vencedora do Nobel da Paz, Narges Mohammadi, é uma das prisioneiras que relatou abusos e condições desumanas. Em relatos anteriores, ela mencionou agressões físicas e a negação de cuidados médicos.
O ataque a Evin ocorre em um contexto de intensificação das operações militares israelenses contra o regime iraniano, que incluem alvos nucleares. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, destacou que a estratégia se concentra em atingir alvos estratégicos em Teerã, aumentando a pressão sobre o governo iraniano.
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