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Otan apoia Trump, que questiona a defesa dos 31 membros da aliança

Trump questiona compromisso dos EUA com a defesa mútua na Otan, enquanto Rutte reafirma confiança no apoio americano.

Trump entre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan (esq.) e o casal real da Holanda, Willem-Alexander e Maxima; Mark Rutte está atrás, entre os soberanos de seu país (Foto: Haiyun Jiang/Pool/AFP)
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Durante uma cúpula da Otan em Haia, o presidente Donald Trump questionou novamente o compromisso dos EUA com a defesa dos aliados, especialmente em relação ao artigo 5, que garante a defesa mútua. O novo secretário-geral Mark Rutte disse confiar no apoio dos EUA, apesar das incertezas levantadas por Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth. A cúpula discutiu aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB em dez anos, uma meta que apenas a Espanha se opôs. O Reino Unido encontrou maneiras de reduzir custos, enquanto a Alemanha planeja atingir a meta de 2% em 2024. O presidente ucraniano Volodimir Zelenski participou do encontro, alertando sobre os riscos da vitória da Rússia, mas Trump minimizou a situação, afirmando que a Rússia não pretende atacar a Otan. A expectativa é que os países europeus anunciem 35 bilhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, mas o apoio dos EUA ainda é incerto.

Bajulado pelo comando da Otan, o presidente Donald Trump voltou a questionar seu comprometimento com a defesa dos aliados durante uma cúpula em Haia nesta terça-feira (24). O encontro, que marca a primeira cúpula do novo secretário-geral Mark Rutte, discutiu uma nova meta de gastos em defesa, com foco na Ucrânia.

Questionado sobre o Artigo 5, que garante a defesa mútua, Trump tergiversou, afirmando que seu compromisso é com a segurança, mas sem esclarecer sua posição. Rutte, por sua vez, expressou confiança no apoio dos EUA, apesar das constantes dúvidas levantadas por Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth.

A cúpula também abordou a proposta de elevar os gastos com defesa para 5% do PIB em uma década, um aumento significativo em relação à meta atual de 2%. Apenas a Espanha se manifestou contrária à nova meta, sendo admoestada por Trump. O Reino Unido, por exemplo, encontrou uma forma de diluir os custos, incluindo gastos com infraestrutura defensiva.

Embora a guerra na Ucrânia seja uma preocupação central, o tema não dominou as discussões. A cúpula priorizou o comprometimento europeu com os gastos em defesa, com várias economias anunciando planos de expansão militar. A Alemanha, tradicionalmente abaixo da meta, alcançou os 2% em 2024, retirando restrições constitucionais para aumentar os investimentos militares.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski participou da cúpula, alertando sobre os riscos que a Europa enfrenta caso a Rússia vença a guerra. Trump, no entanto, minimizou a gravidade da situação, sugerindo que a Rússia não tem interesse em atacar a Otan. A expectativa é que os países europeus anunciem US$ 35 bilhões em ajuda militar à Ucrânia, mas a continuidade do apoio dos EUA permanece incerta.

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