- Leopardos enfrentam caças e comércio ilegal que os empurram para extinção silenciosa, com alta demanda por partes do corpo.
- De 2000 a 2024, foram emitidas 8.303 permissões de comércio de leopardos, tornando-os a big cat mais negociada na Lista I da CITES.
- Trafos de troféus são a maior parte das permissões, seguidas por peles e crânios; nem toda permissão corresponde ao número de indivíduos.
- Estados Unidos, África do Sul e França são importadores legais; países africanos do sul são os maiores exportadores legais.
- Southeast e East Asia concentram as maiores ameaças; na Indonésia, por exemplo, há registros de apreensões de leopardos de Java, enfatizando o risco de extinção dessas populações.
Leopards estão sob pressão crescente devido à caça furtiva e ao comércio de partes do corpo. Espécie, geralmente solitária e noturna, habita florestas, montanhas e savanas. Hoje, o alcance tradicional caiu, com presença restrita a regiões da Ásia Central, Sul da Ásia, África e partes do Sudeste Asiático.
Mesmo com lista no Apêndice I da CITES, que proíbe comércio internacional, os felinos aparecem entre as espécies mais traficadas. O interesse comercial se concentra em peles, dentes, garras e ossos, usados em ornamentos, medicina tradicional e troféus.
Dados da CITES mostram 8.303 licenças emitidas para leopardos entre 2000 e 2024, o maior volume entre grandes felinos no Apêndice I. Troféus respondem pela maioria, seguidos por peles e crânios. Em muitos casos, uma licença abrange vários indivíduos ou partes.
Relatórios indicam que entre 2004 e 2014 houve mais de 10 mil troféus de leopardo legalmente comercializados globalmente. Plataformas como CatByte registraram cerca de 60 mil itens de leopardos entre 2000 e 2023, com a grande maioria vindo da natureza.
Tarifas de fiscalização apontam que cerca de 6 mil leopardos ou seus equivalentes foram apreendidos desde 2000, segundo o Global Environmental Crime Tracker. Entre 2020 e 2025, 738 apreensões de produtos de leopardos foram registradas, com garras e peles entre os itens mais comuns.
África registra aumento na venda de partes de leopardos, segundo especialistas. A captura de peles continua sendo atividade de alto retorno. Em mercados ocidentais e asiáticos, a demanda por peles, ossos e dentes persiste, alimentando o tráfico.
Na Ásia, China aparece como importador relevante de partes de leopardo, alimentando a demanda histórica por pele, osso, dentes e garras. A medicina tradicional chinesa e o comércio de produtos regulados mantêm o fluxo de material proveniente de leopardos.
Ilhas do Sudeste Asiático e leste da Ásia concentram grande parte da ameaça, com subespécies na região em situação de risco. Estudos na Indonésia apontam operações de apreensão envolvendo leopardos de Java, destacando a redução de presas naturais e a presença de traficantes.
Participantes políticos e entidades de fiscalização destacam falhas na implementação de leis e na redução da demanda. Organizações como EIA alertam para o risco de que, sem ação firme, as populações de leopardo africanas e asiáticas continuem a encolher.
Especialistas ressaltam a necessidade de ações mais rápidas antes da cúpula COP20, marcada para novembro. Houve questionamentos sobre se os signatários de CITES vão adotar medidas ousadas para conter o tráfico antes que a situação piore.
Publicidade de mercados, cadeias de suprimento ilegais e cooperação internacional permanecem centrais no problema. Sinais apontam para a ampliação da atividade ilícita, com grandes volumes envoltos em redes de tráfico transnacionais.
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