Um atentado suicida na igreja de Mar Elias, em Damasco, deixou 25 mortos e 63 feridos no último domingo. O ataque, atribuído ao Estado Islâmico, é o mais mortal contra cristãos desde a queda do regime de Bashar al-Assad. O autor do ataque disparou contra os fiéis durante uma missa antes de detonar explosivos. O governo sírio prendeu suspeitos envolvidos, incluindo quem ajudou o suicida a entrar na igreja. Um porta-voz do Ministério do Interior afirmou que o ataque atinge todos os sírios, independentemente da religião. O embaixador dos Estados Unidos na Turquia condenou o ato, e um coordenador da ONU pediu proteção aos civis. Testemunhas relataram cenas de pânico e feridos. O atentado aumentou os medos da comunidade cristã na Síria, que já viu sua população cair de 1,5 milhão para cerca de 400 mil desde o início da guerra civil. Um bispo local expressou preocupação com a segurança dos cristãos, e a escalada da violência sectária continua a ser um grande desafio no país.
Um atentado suicida na igreja de Mar Elias, em Damasco, resultou em 25 mortos e 63 feridos no último domingo (22). Este ataque, atribuído ao Estado Islâmico, é o mais letal contra a comunidade cristã desde a queda do regime de Bashar al-Assad. O incidente ocorreu durante uma missa, quando o autor disparou contra os fiéis antes de detonar explosivos.
O governo sírio anunciou a prisão de suspeitos envolvidos no ataque, incluindo o responsável por facilitar a entrada do suicida na igreja. O porta-voz do Ministério do Interior, Noureddine al-Baba, destacou que o ataque visa não apenas os cristãos, mas todos os sírios, independentemente de sua religião. O ministério já havia frustrado tentativas de atentados em locais sagrados, como o santuário de Sayyida Zeinab.
Reações e Medidas de Segurança
Tom Barrack, embaixador dos Estados Unidos na Turquia, condenou o ataque, afirmando que atos de violência não têm lugar na nova sociedade síria. O coordenador da ONU na Síria, Adam Abdelmoula, pediu que as autoridades tomem medidas para proteger os civis e responsabilizar os culpados.
Karam Abou Janb, testemunha do ataque, relatou ter visto homens armados atirando e a explosão que se seguiu. A cena deixou muitos feridos e causou pânico entre os presentes. O governo sírio, por meio do líder Ahmed al-Sharaa, prometeu mobilizar forças de segurança para capturar os responsáveis e restaurar a ordem.
Insegurança da Comunidade Cristã
O atentado reacendeu os temores entre os cristãos na Síria, que já enfrentam uma significativa diminuição de sua população, de 1,5 milhão antes da guerra civil para cerca de 400 mil atualmente. O bispo da Igreja Ortodoxa Síria, Augeen al-Kass, expressou preocupação com a segurança da comunidade, afirmando que o medo não se limita a este ataque, mas se estende ao futuro da presença cristã na região.
Embora o novo governo tenha tentado tranquilizar as minorias, a escalada da violência sectária continua a ser um desafio. Conflitos recentes entre diferentes grupos religiosos e a falta de um processo de justiça efetivo dificultam a reconciliação e a estabilidade no país.
Entre na conversa da comunidade