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Pré-COP30 na Alemanha destaca pela primeira vez a inclusão de afrodescendentes

Reuniões Climáticas em Bonn reconhecem pela primeira vez a vulnerabilidade da população afrodescendente nas discussões sobre justiça climática.

Sessão plenária de encerramento das Reuniões Climáticas de Junho em Bonn, na Alemanha; evento é considerado prévia da COP30 (Foto: Lara Murillo/UN Climate Change)
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As Reuniões Climáticas de Junho em Bonn, na Alemanha, foram marcantes porque, pela primeira vez, a população afrodescendente foi mencionada em documentos da convenção do clima da ONU. Esse evento é um passo importante antes da COP30, que acontecerá em Belém. A inclusão dos afrodescendentes foi destacada em dois dos três documentos apresentados, reconhecendo suas vulnerabilidades e a necessidade de sua participação nas discussões sobre transição justa. Além deles, migrantes, povos indígenas e trabalhadores informais também foram mencionados, buscando uma abordagem mais inclusiva. Mariana Belmont, do Geledés – Instituto da Mulher Negra, comentou que essa é a primeira vez que os afrodescendentes são citados em documentos da ONU, ressaltando que eles são muito afetados por eventos climáticos, mesmo tendo contribuído pouco para as mudanças climáticas. A diplomata brasileira Liliam Chagas, que participou das negociações, destacou a importância dessa inclusão, que foi uma demanda de várias instituições brasileiras. Apesar do avanço, ainda existem desafios, pois alguns países europeus têm dificultado a inclusão de questões raciais nas discussões climáticas. A pressão da sociedade civil foi fundamental para garantir essas menções. A COP16 da biodiversidade, que ocorrerá em 2024 na Colômbia, também incluiu a população afrodescendente em seu texto final, mostrando que a luta pela inclusão e reconhecimento dessas populações continua.

As Reuniões Climáticas de Junho, realizadas em Bonn, na Alemanha, marcaram um momento histórico ao mencionar pela primeira vez a população afrodescendente em documentos da convenção do clima da ONU. O evento, que ocorreu até esta quinta-feira (26), é considerado um importante precursor da COP30, que acontecerá em Belém.

A inclusão dos afrodescendentes foi reconhecida em dois dos três documentos apresentados, destacando a necessidade de abordar suas vulnerabilidades e garantir sua participação nas discussões sobre transição justa. Além desse grupo, o texto também enfatiza a importância de incluir migrantes, povos indígenas e trabalhadores informais, visando uma abordagem mais inclusiva e participativa.

Mariana Belmont, assessora de clima e racismo ambiental do Geledés – Instituto da Mulher Negra, ressaltou que nunca houve menção aos afrodescendentes nos documentos da convenção do clima. Ela destacou que, apesar do foco técnico da ONU, houve avanços significativos nas discussões sobre direitos humanos. A população afrodescendente é uma das mais afetadas pelos eventos climáticos extremos, mesmo tendo contribuído pouco para as mudanças climáticas.

Reconhecimento e Avanços

A diplomata brasileira Liliam Chagas, que participou das negociações, enfatizou a importância dessa inclusão. Segundo ela, houve uma demanda clara de várias instituições brasileiras, incluindo o Ministério da Igualdade Racial, para que as vulnerabilidades das populações afrodescendentes fossem reconhecidas. Belmont também mencionou que o Brasil foi um dos principais defensores dessa inclusão nas negociações.

Embora a menção aos afrodescendentes tenha avançado, ainda existem desafios. Belmont observou que países europeus têm sido entraves à inclusão de questões raciais nas discussões climáticas. A pressão da sociedade civil foi crucial para garantir que as menções fossem mantidas nos textos finais.

A COP16 da biodiversidade, realizada em 2024 na Colômbia, também foi pioneira ao incluir a população afrodescendente em seu texto final. A luta pela inclusão e reconhecimento dessas populações continua, refletindo a necessidade de uma abordagem mais equitativa nas discussões sobre mudanças climáticas.

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