A Liga dos Social-Democratas de Hong Kong anunciou sua dissolução devido à pressão política intensa desde a implementação da lei de segurança nacional em 2020. Com isso, não há mais representação formal da oposição na cidade, sendo este o terceiro partido a encerrar atividades em dois anos. Fundada em 2006, a LSD era conhecida por suas táticas de protesto e defesa do sufrágio universal. A atual presidente, Chan Po-ying, disse que a decisão foi difícil, mas necessária para a segurança dos membros, que enfrentam dificuldades e prisões. A repressão à dissidência tem aumentado, com leis que permitem punições severas. A situação atual gera um ambiente de medo e incerteza, e a falta de partidos de oposição levanta preocupações sobre o futuro da democracia e dos direitos humanos em Hong Kong.
A Liga dos Social-Democratas (LSD) de Hong Kong anunciou neste domingo (29) sua dissolução, citando “imensa pressão política” desde a imposição da lei de segurança nacional pela China em 2020. Com essa decisão, Hong Kong não possui mais representação formal da oposição pró-democracia. A LSD é o terceiro partido a encerrar suas atividades em dois anos, seguindo o caminho do Partido Democrático e de outras organizações.
Fundada em 2006 por Leung Kwok-hung, a LSD era conhecida por suas táticas de protesto mais agressivas e por defender causas populares, como o sufrágio universal. Chan Po-ying, atual presidente da LSD, afirmou que o grupo “não teve escolha” e que a decisão foi tomada após considerar a segurança dos membros. Chan não detalhou as pressões enfrentadas, mas mencionou as dificuldades internas e a prisão de quase todos os líderes do partido.
Contexto de Repressão
Desde a implementação da lei de segurança nacional, as manifestações em Hong Kong diminuíram drasticamente. A legislação permite punições severas, incluindo prisão perpétua, para crimes como subversão. Em 2024, um novo conjunto de leis, conhecido como Artigo 23, foi aprovado, ampliando ainda mais o controle sobre a dissidência.
O principal funcionário da China para assuntos de Hong Kong, Xia Baolong, reiterou a necessidade de defender a segurança nacional, afirmando que “elementos anti-China” ainda tentam interferir na cidade. A repressão tem sido criticada internacionalmente, mas a China defende que as leis restauraram a estabilidade, com 332 prisões registradas até o momento.
Consequências para a Sociedade Civil
A dissolução da LSD marca um ponto crítico na erosão da sociedade civil em Hong Kong. A repressão à dissidência e a falta de espaço para o ativismo têm gerado um ambiente de medo e incerteza. O fundador da LSD, Leung Kwok-hung, cumpre atualmente uma pena de seis anos e nove meses por subversão, enquanto outros membros enfrentam situações semelhantes.
A situação em Hong Kong continua a evoluir, com a sociedade civil enfrentando desafios sem precedentes. A ausência de partidos de oposição deixa um vazio significativo no cenário político da cidade, levantando preocupações sobre o futuro da democracia e dos direitos humanos em Hong Kong.
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