- Mais de noventa organizações da sociedade civil enviaram uma carta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, sobre as políticas de imigração dos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026.
- O documento, datado de 1º de julho, foi assinado por entidades como Human Rights Watch, Anistia Internacional, ACLU e NAACP.
- Os grupos pedem que a FIFA use sua influência para garantir os direitos de visitantes e imigrantes nas cidades-sede do torneio.
- A carta menciona o aumento das operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e restrições de entrada para cidadãos de doze países, afetando torcedores, especialmente iranianos e venezuelanos.
- As organizações alertam sobre as más condições nos centros de detenção de imigrantes e o clima de medo nas comunidades migrantes. A FIFA ainda não se manifestou sobre a carta.
Mais de 90 organizações da sociedade civil enviaram uma carta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, expressando preocupações sobre as políticas de imigração dos Estados Unidos em relação à Copa do Mundo de 2026. O documento, datado de 1º de julho, foi assinado por entidades como Human Rights Watch, Anistia Internacional, ACLU e NAACP.
Os grupos solicitam que a FIFA utilize sua influência para garantir os direitos fundamentais de visitantes e imigrantes nas cidades-sede do torneio. Eles alertam que, se a entidade permanecer em silêncio, sua imagem poderá ser usada como uma ferramenta de relações públicas para um governo considerado autoritário. O apelo, coordenado pela organização britânica Fair Square, é inédito no contexto de megaeventos esportivos nos EUA.
A carta destaca o aumento das operações do ICE e as restrições de entrada para cidadãos de 12 países, que podem afetar torcedores, especialmente iranianos e venezuelanos. Além disso, os signatários mencionam os alertas de viagem emitidos por governos estrangeiros, que indicam riscos de deportação e detenção para visitantes.
As organizações também denunciam as más condições nos centros de detenção de imigrantes e o clima de medo entre as comunidades migrantes. A carta enfatiza que o sucesso da Copa não depende apenas da infraestrutura, mas também de um ambiente acolhedor e seguro para todos os envolvidos.
Infantino, em um congresso em maio, afirmou que “o mundo é bem-vindo na América”. Por outro lado, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, reforçou que todos são convidados a assistir aos jogos, mas devem deixar o país após o evento. A FIFA ainda não se pronunciou sobre a carta.
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