- A Liga dos Social-Democratas (LSD) anunciou sua dissolução em 29 de julho de 2025, devido à pressão política em Hong Kong.
- A presidente do partido, Chan Po-ying, afirmou que a continuidade do LSD se tornou inviável por causa de perseguições e censura.
- A decisão marca o fim formal da oposição na cidade, que já enfrenta um ambiente de repressão crescente desde a imposição da Lei de Segurança Nacional pela China.
- Nos últimos dois anos, três partidos foram dissolvidos, incluindo o Partido Democrático e o Partido Cívico.
- Um relatório da Anistia Internacional indicou que mais de 330 pessoas foram presas desde 2020 por supostas ameaças à segurança nacional.
A Liga dos Social-Democratas (LSD), o último grande partido pró-democracia em Hong Kong, anunciou sua dissolução neste domingo, 29, citando “imensa pressão política” desde a imposição da Lei de Segurança Nacional pela China. A decisão representa o fim formal da oposição na cidade, que já enfrenta um ambiente de repressão crescente.
A presidente do partido, Chan Po-ying, declarou em coletiva que a continuidade da LSD se tornou inviável devido a um cenário de perseguições, censura e intimidação. Chan destacou que a liderança do partido foi praticamente dizimada, e a sociedade civil está em declínio. Fundado em 2006, o LSD se destacou por defender o sufrágio universal e políticas sociais.
Nos últimos dois anos, três partidos foram dissolvidos em Hong Kong. Em fevereiro, o Partido Democrático, a maior força de oposição, também anunciou sua extinção, seguido pelo Partido Cívico em 2023. A repressão se intensificou após as manifestações de 2019, que clamavam por maior autonomia. Em resposta, o governo chinês impôs a Lei de Segurança Nacional, que criminaliza ações consideradas subversivas.
Um relatório da Anistia Internacional revelou que mais de 330 pessoas foram presas desde 2020 por supostas ameaças à segurança nacional, com 189 acusações formais. A maioria dos casos envolve apenas expressões legítimas de opinião, como postagens em redes sociais. Apesar das críticas internacionais, a China defende a legislação, alegando que ainda existem “forças hostis” tentando interferir em Hong Kong.
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