- A Libéria realizará um reenterro simbólico do ex-presidente William Tolbert e de 13 ministros executados, 45 anos após o golpe de 1980.
- A cerimônia ocorrerá em Monrovia, com a presença do presidente Joseph Boakai e outras autoridades.
- Os corpos nunca foram encontrados, mas o evento visa promover a reconciliação nacional e honrar suas memórias.
- A Comissão de Verdade e Reconciliação identificou pessoas a serem processadas por crimes de guerra, mas nenhuma ação foi tomada até agora.
- O presidente Boakai assinou um decreto para estabelecer um tribunal especial, buscando justiça pelos crimes cometidos no país.
Liberia realizará um reenterro simbólico do ex-presidente William Tolbert e de 13 ministros executados, 45 anos após o golpe de 1980 que resultou em suas mortes. A cerimônia ocorrerá em Monrovia e contará com a presença do presidente Joseph Boakai e outras autoridades.
Os corpos de Tolbert e dos demais nunca foram encontrados, mas a homenagem busca promover a reconciliação nacional e honrar suas memórias. O golpe, liderado pelo sargento Samuel Doe, marcou o fim do domínio político dos Americo-Liberianos, descendentes de escravos libertos que chegaram aos EUA no século XIX. A presidência de Tolbert foi marcada por crescentes insatisfações sociais e étnicas.
A cerimônia de reenterro é vista como um passo importante para lidar com o passado violento do país. Yvette Chesson-Gibson, filha do ministro da Justiça executado, destacou que o evento representa um início de fechamento para as famílias. “A dor ainda é fresca”, afirmou. Bindu Dennis, filha do ex-ministro das Relações Exteriores, também enfatizou a importância do ato como uma forma de homenagear os heróis liberianos.
Até agora, os 14 executados eram lembrados por uma lápide, mas, após escavações, não foram encontrados restos mortais. O ministro Jarso Maley Jallah afirmou que é essencial unir o país para avançar. Cada família receberá uma bandeira liberiana em reconhecimento ao serviço público de seus entes queridos, além de uma salva de 21 tiros.
A Comissão de Verdade e Reconciliação (TRC), criada em 2006, identificou pessoas a serem processadas por crimes de guerra, mas nenhuma ação foi tomada até o momento. O presidente Boakai assinou um decreto para estabelecer um tribunal especial, buscando justiça para os crimes cometidos no país.
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