- A primeira-ministra da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, foi suspensa pela Corte Constitucional em 24 de outubro.
- A suspensão ocorreu após o vazamento de uma conversa em que ela criticou um comandante militar e se referiu ao ex-primeiro-ministro cambojano Hun Sen como “tio”.
- A decisão gerou descontentamento público e pedidos de renúncia, com sua popularidade caindo para 9,2%.
- O partido Bhumjaithai, um aliado importante, anunciou sua saída da coalizão, complicando ainda mais a situação política.
- Paetongtarn tem 15 dias para apresentar sua defesa, enquanto o vice-primeiro-ministro Suriya Jungrungruangkit assume interinamente.
A primeira-ministra da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, foi suspensa de suas funções nesta terça-feira, 24 de outubro, pela Corte Constitucional. A decisão ocorre após o vazamento de uma conversa telefônica em que ela criticou um comandante militar e se referiu ao ex-primeiro-ministro cambojano Hun Sen como “tio”. O escândalo gerou descontentamento público e pedidos de renúncia.
A suspensão de Paetongtarn acontece em um contexto de instabilidade política, com sua coalizão governista enfrentando dificuldades. O partido Bhumjaithai, um importante aliado, anunciou sua saída, reduzindo ainda mais a maioria no Parlamento. A primeira-ministra, que já lidava com uma queda significativa em sua aprovação, viu sua popularidade despencar para 9,2%, comparado a 30,9% em março.
A Corte aceitou uma petição de 36 senadores que alegam que Paetongtarn violou normas éticas. Ela tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa. Enquanto isso, o vice-primeiro-ministro Suriya Jungrungruangkit assumirá interinamente o cargo. Se a suspensão se tornar definitiva, Paetongtarn será a terceira figura da influente família Shinawatra a perder o poder antes do término do mandato.
Crise de Confiança
A gravação vazada, que ocorreu em junho, provocou reações intensas, especialmente entre os conservadores. Durante a conversa, Paetongtarn pediu a Hun Sen que ignorasse as declarações de um comandante do exército tailandês, o que foi interpretado como uma falta de respeito às forças armadas do país. Em coletiva, a primeira-ministra pediu desculpas, alegando que suas palavras foram mal interpretadas.
Protestos em Bangkok, com a participação de milhares de manifestantes, exigem sua saída. A situação política se complica ainda mais com o pai de Paetongtarn, Thaksin Shinawatra, enfrentando seu próprio processo judicial por insulto à monarquia. Thaksin, que retornou ao país após 15 anos de exílio, é uma figura central na política tailandesa e sua situação pode impactar ainda mais a estabilidade do governo da filha.
Entre na conversa da comunidade