- Tamila Tasheva, ex-representante do presidente da Ucrânia na Crimeia, manifestou preocupação com a possibilidade de a Ucrânia ceder a Crimeia à Rússia.
- Ela destacou a importância da identidade tártara e os abusos enfrentados pela população local desde a anexação em 2014.
- Tasheva, que ocupou o cargo a partir de abril de 2022, considerou inaceitável a entrega da Crimeia, pois isso legitimaria ações de potências que desrespeitam fronteiras internacionais.
- A ativista alertou sobre a crescente perseguição aos tártaros da Crimeia, que representam apenas 15% da população, e a alarmante situação dos direitos humanos na região, com mais de 220 prisioneiros políticos.
- Ela enfatizou que a luta pela Crimeia envolve a defesa dos direitos humanos e da identidade cultural dos tártaros, pedindo uma resposta firme da comunidade internacional.
Tamila Tasheva, ex-representante do presidente da Ucrânia na Crimeia, expressou preocupação com a possibilidade de a Ucrânia ceder a Crimeia à Rússia. A ativista destacou a importância da identidade tártara e os abusos em curso na península, que foi anexada ilegalmente em 2014.
Tasheva assumiu o cargo em abril de 2022, dois meses após a invasão russa. Sua missão era planejar a reintegração da Crimeia ao território ucraniano. Em uma entrevista, ela afirmou que a ideia de entregar a Crimeia é inaceitável, pois isso legitimaria ações de potências que desrespeitam fronteiras reconhecidas internacionalmente.
A ativista, que deixou o cargo em dezembro de 2024 para se tornar membro do Parlamento ucraniano, enfatizou que os tártaros da Crimeia, que representam apenas 15% da população local, enfrentam uma perseguição crescente. Ela alertou que uma ocupação russa permanente poderia levar ao apagamento da identidade tártara na região.
Tasheva também mencionou que a situação dos direitos humanos na Crimeia é alarmante, com mais de 220 prisioneiros políticos, a maioria tártaros. Desde 2014, a Crimeia tem sido um ponto de partida para operações ofensivas russas contra a Ucrânia. A ativista destacou a importância de manter conexões com os habitantes da península e oferecer suporte a famílias de prisioneiros políticos.
A ex-representante ressaltou que a luta pela Crimeia não é apenas territorial, mas também envolve a defesa dos direitos humanos e da identidade cultural dos tártaros. A situação atual, segundo ela, exige uma resposta firme da comunidade internacional e um compromisso contínuo com a soberania ucraniana.
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