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Cristãos refugiados desaparecem após serem lançados ao mar na Índia

Parentes de rohingyas deportados clamam por notícias e assistência, enquanto a Anistia Internacional denuncia a brutalidade da deportação.

Foto: Reprodução
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  • Parentes de refugiados rohingyas, incluindo cristãos, não têm notícias de seus entes queridos quase dois meses após a deportação pela Marinha da Índia.
  • No dia 6 de maio, as autoridades indianas deportaram 38 rohingyas, entre eles 15 cristãos, sem aviso prévio.
  • Os deportados foram abandonados em águas internacionais e forçados a nadar até a costa de Mianmar, onde enfrentam insegurança.
  • A Anistia Internacional criticou a deportação, que foi marcada por violência e desumanidade, e pediu ao governo indiano que interrompa essas práticas.
  • Familiares apelam por apoio e orações, buscando ajuda para encontrar asilo em um país seguro.

Parentes de refugiados rohingyas, incluindo cristãos, ainda não têm notícias de seus entes queridos quase dois meses após a deportação pela Marinha da Índia. Os deportados foram abandonados em águas internacionais e forçados a nadar até a costa de Mianmar, país do qual fugiram devido à perseguição.

No dia 6 de maio, as autoridades indianas deportaram 38 rohingyas, entre eles 15 cristãos, sem aviso prévio. Sadeq Shalom, um dos parentes, expressou sua angústia ao Morning Star News: “Se alguém pudesse nos dizer se está vivo ou morto, essa ansiedade está nos matando”. Desde a deportação, os familiares enfrentam a incerteza sobre a segurança e o bem-estar dos deportados.

Os rohingyas foram levados para o Centro de Detenção de Inderlok, onde tiveram seus celulares confiscados. Nasir David, parente de um dos deportados, relatou que seus pais idosos foram enviados sem medicamentos essenciais. “Minha mãe é diabética e meu pai precisa de remédios para pressão arterial”, afirmou David, preocupado com a sobrevivência deles em Mianmar.

Condições da Deportação

A deportação foi marcada por relatos de violência e desumanidade. Os deportados foram amarrados e vendados por horas, e a Marinha indiana os acusou de serem “paquistaneses”. Após serem forçados a escolher entre retornar a Mianmar ou ir para a Indonésia, os refugiados optaram pela segunda opção. No entanto, foram jogados ao mar e abandonados.

Após nadar até a costa, os deportados se depararam com pescadores, percebendo que estavam de volta a Mianmar. Shalom recebeu uma breve ligação de seu irmão Anwar, que confirmou a chegada, mas desde então não teve mais notícias. David também conseguiu falar com seus pais, mas essa foi a última vez que soube deles.

Apelo por Ajuda

Os familiares dos deportados pedem apoio e orações. Shalom e David apelam a organizações e igrejas para que ajudem na busca por asilo em um país seguro. “Acreditamos que Deus é soberano e confiamos que Ele zela por Seus filhos mesmo nos vales mais escuros”, disse David, que mantém a esperança de reencontrar seus pais no futuro.

A Anistia Internacional criticou a forma como as deportações estão sendo realizadas e pediu ao governo indiano que interrompa imediatamente essas práticas. Os rohingyas, que enfrentam uma grave crise humanitária, continuam a ser alvo de perseguições e discriminação, tanto em Mianmar quanto na Índia.

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