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Estudantes da Sérvia intensificam protestos contra o presidente Vucic após sete meses

Estudantes protestam em massa na Sérvia por eleições antecipadas, enquanto o governo enfrenta crescente pressão e repressão.

Agentes sérvios desalojavam manifestantes que bloqueavam este lunes uma estrada em Belgrado. (Foto: Darko Vojinovic/AP/LaPresse)
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  • O colapso do teto da estação de trem de Novi Sad, em 1 de novembro, resultou em 16 mortes e aumentou a insatisfação com o governo do Partido Progresista Sérvio (SNS).
  • Estudantes e cidadãos exigem eleições antecipadas e responsabilização por corrupção.
  • No último sábado, 28 de junho, mais de 100 mil pessoas protestaram em Belgrado, resultando em confrontos com a polícia e 77 detenções.
  • O primeiro-ministro Aleksandar Vucic rotulou os manifestantes de “terroristas” e se recusa a antecipar as eleições, previstas para 2027.
  • O reitor da Universidade de Belgrado, Vladan Djokic, apoia as manifestações e enfrenta críticas do governo, enquanto a situação política se torna cada vez mais polarizada.

Serbia enfrenta crescente insatisfação popular após tragédia em estação de trem

Desde o colapso do teto da estação de trem de Novi Sad, em 1 de novembro, que resultou em 16 mortes, a insatisfação com o governo do Partido Progresista Sérvio (SNS) aumentou. Estudantes e cidadãos exigem eleições antecipadas e responsabilização por anos de corrupção.

No último sábado, 28 de junho, mais de 100.000 pessoas se reuniram em Belgrado para protestar. A manifestação terminou em confrontos com a polícia, resultando em 77 detenções. Em resposta, os estudantes começaram a bloquear pontes e estradas em várias cidades, enquanto a polícia tentava desobstruir os locais.

O primeiro-ministro Aleksandar Vucic, no poder desde 2014, rotulou os manifestantes de “terroristas” e se recusa a antecipar as eleições, previstas para 2027. O apoio do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov, ao governo serbio também foi destacado, com advertências contra a interferência ocidental.

Reação da Universidade

Vladan Djokic, reitor da Universidade de Belgrado, expressou apoio às manifestações e foi alvo de críticas por parte do governo. Ele enfrenta três acusações criminais, incluindo a de “destruir o Estado”. As aulas foram suspensas desde o início das protestas, e Djokic tenta organizar aulas online para evitar que os alunos percam o semestre.

Analistas apontam que a situação política se tornou polarizada e que o governo demonstra nervosismo. Vuk Vuksanovic, do Centro de Política de Segurança de Belgrado, afirmou que o SNS teve que mobilizar recursos significativos para vencer as eleições municipais em junho, indicando que não há garantias de sucesso nas próximas votações.

Desafios para o Governo

O professor Dusan Janjic, da Universidade de Belgrado, acredita que o governo não conseguirá sufocar as manifestações. A polícia enfrenta dificuldades para controlar os protestos, e cada detenção parece incentivar mais pessoas a se unirem aos atos. A situação dos meios de comunicação independentes também se deteriorou, com um aumento nas agressões e na intimidação de jornalistas.

Florian Bieber, especialista em Estudos da Europa Sudeste, observou que a mobilização continua significativa, mas alertou para o desgaste que as férias podem causar. A situação na Sérvia permanece tensa, com a população insatisfeita e um governo que se recusa a ceder.

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