- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou a suspensão da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em dois de julho de 2025.
- A decisão foi tomada após ataques aéreos dos Estados Unidos em instalações nucleares iranianas e segue uma lei aprovada pelo parlamento.
- A nova legislação restringe o acesso de inspetores da AIEA às principais instalações nucleares do Irã, que já sofreram bombardeios.
- A AIEA só poderá realizar inspeções com autorização do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
- O Irã alertou que poderá deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) se as sanções forem reinstauradas.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta quarta-feira, 2, a suspensão da cooperação do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A decisão ocorre após ataques aéreos dos Estados Unidos em instalações nucleares iranianas e segue uma lei aprovada pelo parlamento.
A nova legislação limita o acesso de inspetores da AIEA às principais instalações nucleares do Irã, que já foram alvo de bombardeios coordenados por Israel e EUA. A AIEA só poderá realizar inspeções com autorização do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Essa suspensão permanecerá em vigor até que garantias de segurança sejam oferecidas para as instalações nucleares e seus cientistas.
A medida foi aprovada em um contexto de crescente tensão, com o Irã acusando a AIEA de conluio com Israel, o que, segundo Teerã, facilita ataques às suas instalações nucleares. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia declarado que o chefe da AIEA, Rafael Grossi, não é mais bem-vindo no país.
Reações Internacionais
A decisão iraniana provocou reações imediatas no Ocidente. Ministros do G7, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, exigem acesso irrestrito da AIEA às instalações nucleares iranianas. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, pediu a restauração de sanções internacionais suspensas pelo acordo nuclear de 2015.
O Irã, por sua vez, alertou que poderá deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) se as sanções forem reinstauradas. Durante o recente conflito, Grossi enfatizou a urgência de acesso às instalações bombardeadas para avaliar os danos e garantir a segurança.
A suspensão da cooperação com a AIEA pode complicar as negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, manifestou abertura ao diálogo, enquanto Teerã exige que Washington se comprometa a não realizar novos ataques militares antes de considerar o retorno às negociações.
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