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CAMeNA e Casa Centroamérica promovem apoio a exilados em México

Iniciativas CAMeNA e Casa Centroamérica promovem a memória de exilados da América Central e fortalecem a resistência contra repressão política.

Hemeroteca de CAMeNA, na sede da Universidade Autónoma da Cidade do México. (Foto: Cindy Espina)
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  • A Colônia del Valle, na Cidade do México, preserva a memória de exilados latino-americanos, especialmente durante regimes autoritários.
  • Duas novas iniciativas, CAMeNA e Casa Centroamérica, foram lançadas para registrar histórias de exilados da América Central.
  • O Centro Acadêmico de Memória de Nossa América (CAMeNA) é vinculado à Universidade Autónoma de la Cidade de México e foca na história dos movimentos sociais e políticos da região.
  • A Casa Centroamérica, inaugurada em 2024, foi criada por exilados da América Central para documentar a verdade histórica de quem foge de regimes autoritários.
  • Ambas as iniciativas buscam fortalecer a identidade e a resistência dos exilados na luta contra a repressão política.

A Colônia del Valle, na Cidade do México, é um centro de preservação da memória de exilados latino-americanos, especialmente em tempos de repressão política. Recentemente, duas iniciativas, CAMeNA e Casa Centroamérica, foram lançadas para registrar e divulgar as histórias de exilados da América Central.

O Centro Acadêmico de Memória de Nossa América (CAMeNA), localizado na Universidade Autónoma de la Cidade de México, se dedica a preservar a história dos movimentos sociais e políticos da região, com foco na segunda metade do século XX. A fundadora, Beatriz Torres, exiliada da ditadura de Augusto Pinochet, destaca que a memória é um direito coletivo. O centro possui 22 fundos de arquivos, incluindo uma coleção significativa do jornalista argentino Gregorio Selser, que documentou as relações entre os EUA e a América Latina.

Iniciativas de Memória

A Casa Centroamérica, inaugurada em 2024, foi criada por exilados da América Central para construir um arquivo que registre a verdade histórica de quem foge de regimes autoritários, como os de Nicaragua e El Salvador. A coordenadora de memória, Bettina Amaya Rossi, enfatiza a importância de visibilizar as histórias de exilados como um ato de resistência. A Casa realiza entrevistas e atividades que ajudam a reconstruir a vida dos exilados, promovendo um espaço de cura e recordação.

Yubelka Mendoza, uma jornalista nicaraguense exilada, relata que as entrevistas proporcionam um espaço seguro para contar verdades que os regimes tentam apagar. Os testemunhos se tornam ferramentas poderosas para a justiça e a memória coletiva. Ambas as iniciativas buscam não apenas preservar a história, mas também fortalecer a identidade e a resistência dos exilados na luta contra a repressão.

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