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ONU alerta sobre discriminação contra minorias religiosas no Irã

Relatório da ONU revela repressão a cristãos no Irã, com prisões durante o Natal e preocupações sobre a escalada do conflito com Israel.

Foto: Reprodução
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  • O Irã enfrenta críticas internacionais por repressão a minorias religiosas, conforme relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).
  • O documento destaca a prisão de cristãos convertidos e a detenção de mais de 40 cristãos durante o Natal.
  • Entre os presos estão Jahangir Alikhani, Hamed Malamiri e Gholam Eshaghi, que passaram por interrogatórios e pressão para renunciar à fé cristã.
  • A Alta Comissária Adjunta para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, expressou preocupação com a escalada do conflito entre Irã e Israel, mencionando o deslocamento de moradores em Teerã.
  • O representante iraniano Ali Bahreini criticou o relatório, alegando violação dos direitos do povo iraniano, sem abordar as denúncias sobre a repressão a minorias.

O Irã enfrenta crescente pressão internacional devido à sua repressão a minorias religiosas, conforme aponta o relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres. O documento, apresentado na 59ª sessão do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, destaca a prisão de cristãos convertidos e a detenção de mais de 40 cristãos durante o Natal.

Entre os casos mencionados, estão as prisões de Jahangir Alikhani, Hamed Malamiri e Gholam Eshaghi, que sofreram interrogatórios prolongados e pressão para renunciar à fé cristã. Embora tenham sido libertados sob fiança, seus julgamentos ainda estão em andamento. O relatório também revela que, apesar de um anúncio oficial que permitia a saída de prisioneiros cristãos para celebrações, 18 deles foram excluídos sem explicações.

Escalada do Conflito

A Alta Comissária Adjunta para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, expressou preocupação com a escalada do conflito entre Irã e Israel. Ela relatou que milhares de moradores deixaram áreas de Teerã devido a alertas de segurança, ressaltando o risco de vítimas civis em possíveis ataques. Al-Nashif enfatizou a necessidade de que ambas as partes respeitem o direito internacional humanitário.

Em resposta ao relatório, o representante iraniano Ali Bahreini criticou as alegações, chamando-as de violação dos direitos do povo iraniano. Ele não abordou diretamente as denúncias sobre a repressão a minorias religiosas. O documento da ONU também menciona casos de tortura e restrições às liberdades de expressão e reunião, reforçando as preocupações sobre o ambiente repressivo no Irã.

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