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ONU pede que países rompam relações com Israel por genocídio em Gaza

Francesca Albanese pede embargo total de armas a Israel, denunciando genocídio em Gaza e implicando mais de sessenta empresas em violações.

A relatora especial da ONU para Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, discursando durante um comício para denunciar a situação em Gaza, em Madri. 23/06/2025 (Foto: Thomas Coex/AFP)
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  • A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Francesca Albanese, pediu um embargo total à venda de armas a Israel.
  • Ela acusou o país de genocídio em Gaza e descreveu a situação como “apocalíptica”.
  • Albanese apresentou um relatório mencionando mais de sessenta empresas envolvidas em violações do direito internacional.
  • A missão de Israel na ONU não se manifestou imediatamente e rejeita as acusações, alegando que suas ações são uma resposta ao Hamas.
  • Albanese pediu que os Estados-membros da ONU suspendam acordos comerciais com Israel e responsabilizem empresas ligadas à guerra e assentamentos.

Uma relatora especial da ONU, Francesca Albanese, pediu nesta quinta-feira, 3, um embargo total à venda de armas a Israel, acusando o país de genocídio em Gaza. Durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ela descreveu a situação nos territórios palestinos como “apocalíptica” e afirmou que Israel é responsável por um dos genocídios mais cruéis da história moderna.

Albanese, que atua como relatora especial para os Territórios Palestinos Ocupados, apresentou um relatório que menciona mais de sessenta empresas envolvidas em violações do direito internacional, incluindo ações militares em Gaza e apoio a assentamentos israelenses na Cisjordânia. “O que eu exponho não é uma lista, é um sistema”, destacou, enfatizando a necessidade de reverter a situação atual.

A missão de Israel em Genebra não se manifestou imediatamente, e seu delegado não estava presente na câmara, refletindo a política de desvinculação do país do Conselho de Direitos Humanos, que considera ter um viés antissemita. Desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023, Israel rejeita as acusações de genocídio, alegando que suas ações são uma resposta legítima ao ataque do Hamas.

Albanese pediu que os Estados-membros da ONU suspendam todos os acordos comerciais com Israel e garantam que as empresas ligadas à guerra e aos assentamentos enfrentem consequências jurídicas. A missão diplomática de Israel, em resposta ao relatório, classificou as alegações de Albanese como “legalmente infundadas” e um abuso de poder.

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