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Bukele refuta alegações de tortura a imigrante em prisão de El Salvador

O governo de El Salvador nega tortura a Kilmar Ábrego García, enquanto advogados relatam abusos severos na prisão.

Presidente de El Salvador, Nayib Bukele. 15/03/2025 (Foto: Marvin RECINOS/AFP)
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  • O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, negou alegações de tortura contra Kilmar Ábrego García, um imigrante deportado erroneamente pelos Estados Unidos.
  • Ábrego foi enviado de volta a El Salvador em março, apesar de uma decisão judicial que proibia sua remoção devido a riscos de perseguição.
  • Bukele apresentou um vídeo mostrando Ábrego em uma cela, aparentemente bem, e questionou a veracidade das alegações.
  • Advogados de Ábrego relataram abusos severos, incluindo espancamentos e privação de sono, e afirmaram que ele perdeu quatorze quilos em duas semanas.
  • O governo dos Estados Unidos havia classificado a deportação como um “erro administrativo” e Ábrego permanece detido no Tennessee, enfrentando um processo criminal.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, negou nesta sexta-feira, 4, as alegações de tortura contra Kilmar Ábrego García, um imigrante deportado erroneamente pelos Estados Unidos. Ábrego, de 29 anos, foi enviado de volta ao país em março, apesar de uma decisão judicial que proibia sua remoção devido a riscos de perseguição por gangues. O governo americano classificou a deportação como um “erro administrativo”.

Bukele divulgou um vídeo em que Ábrego aparece em uma cela, aparentemente bem, assistindo à televisão e recebendo cuidados médicos. O presidente questionou a veracidade das alegações de tortura, afirmando que “tudo o que um criminoso alega é aceito como verdade pela grande mídia”. Ele destacou que o imigrante não aparenta ter perdido peso e que, ao contrário, teria engordado durante a detenção.

Por outro lado, os advogados de Ábrego relataram que ele sofreu “espancamentos severos, privação extrema de sono e tortura psicológica” na prisão antiterrorismo de Cecot. O imigrante teria perdido 14 quilos em duas semanas e descrito condições desumanas, como superlotação e falta de saneamento. Após a transferência para outra parte da prisão, as condições melhoraram temporariamente, mas os advogados suspeitam que as fotos divulgadas foram encenadas.

O governo Trump havia alegado anteriormente que Ábrego era membro da gangue MS-13, uma acusação que seus advogados negam. Mesmo após ser trazido de volta aos EUA em junho, ele permanece detido no Tennessee, enfrentando um processo criminal por suposta participação em uma rede de contrabando humano. O governo sinalizou a intenção de deportá-lo novamente, caso seja condenado.

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