- A Rússia realizou seu maior ataque aéreo contra a Ucrânia na noite de 4 de julho, utilizando 539 drones e 11 mísseis.
- O ataque resultou em 23 feridos e atingiu várias áreas, incluindo a capital, Kiev.
- O presidente da Ucrânia, Volodomir Zelensky, afirmou que a Rússia não demonstra interesse em encerrar o conflito.
- A Força Aérea da Ucrânia interceptou 268 drones e dois mísseis durante a ofensiva.
- Apesar da escalada de violência, Rússia e Ucrânia realizaram uma nova troca de prisioneiros de guerra, enquanto as negociações permanecem estagnadas.
A Rússia lançou seu maior ataque aéreo contra a Ucrânia desde o início da guerra, na noite de quinta-feira, 4. O bombardeio envolveu 539 drones e 11 mísseis, resultando em 23 feridos. O ataque ocorreu logo após uma conversa entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, que não trouxe avanços nas negociações de paz.
Durante a madrugada, sirenes de ataque aéreo soaram em toda a Ucrânia, com a capital, Kiev, sendo o principal alvo. O presidente ucraniano, Volodomir Zelensky, afirmou que a Rússia demonstra não ter intenção de encerrar o conflito. Ele destacou que a situação evidencia a necessidade de pressão internacional sobre Moscou.
A Força Aérea da Ucrânia confirmou que 268 drones e dois mísseis foram interceptados. O ataque causou danos significativos em várias áreas, incluindo incêndios em prédios e infraestrutura. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que os danos afetaram seis dos dez distritos da cidade, incluindo a embaixada da Polônia.
Intensificação dos Ataques
Os ataques aéreos russos têm se intensificado nas últimas semanas, coincidindo com a estagnação nas negociações de paz. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou a postura de Putin, afirmando que o líder russo demonstra desrespeito por apelos ao fim do conflito. Civis em Kiev buscaram abrigo em estações de metrô durante os bombardeios.
Trump expressou frustração após a conversa com Putin, afirmando que não houve progresso nas discussões sobre um cessar-fogo. O Kremlin, por sua vez, reafirmou que a “operação militar especial” continuará até que seus objetivos sejam alcançados. A escalada do conflito gera preocupações sobre a segurança da população e a continuidade das hostilidades.
Repercussões e Trocas de Prisioneiros
Apesar do cenário de violência, Rússia e Ucrânia realizaram uma nova rodada de trocas de prisioneiros de guerra. As conversas diretas entre os dois países permanecem estagnadas, com a Rússia exigindo que a Ucrânia ceda quatro regiões e renuncie à adesão à Otan. A situação continua crítica, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos do conflito.
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