- A cúpula do Brics, que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, ocorre no Rio de Janeiro neste domingo, dia 6.
- Os sherpas do grupo estão em negociações para finalizar a declaração, com foco em temas sensíveis como a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a situação dos palestinos em Gaza e os ataques ao Irã.
- As discussões se intensificaram durante a madrugada, com fontes indicando que um consenso está próximo.
- O Irã busca uma linguagem mais firme na declaração, criticando a versão anterior por considerá-la muito branda.
- A reforma do Conselho de Segurança é um ponto de divergência, com Brasil e Índia defendendo a inclusão de novos membros, enquanto a África do Sul apoia assentos permanentes para países africanos.
Os sherpas do Brics, grupo que inclui Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, estão em negociações intensas para finalizar a declaração que será assinada na cúpula no Rio de Janeiro, marcada para este domingo, dia 6. Os pontos mais sensíveis em discussão envolvem a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a situação dos palestinos em Gaza e os ataques ao Irã.
As conversas se estenderam pela madrugada, com fontes afirmando que estamos quase lá em relação a um consenso. A situação do Irã, especialmente após os ataques dos Estados Unidos e de Israel, influenciou as posições dos países nas negociações. Durante uma reunião anterior, os ministros de Relações Exteriores do Brics reafirmaram o apoio à adesão da Palestina às Nações Unidas, mas a dinâmica mudou com os recentes eventos.
A delegação iraniana, considerada uma das mais rígidas nas discussões, busca uma linguagem mais contundente na declaração final. O Irã criticou a nota anterior do Brics, que considerou suave demais, e pediu uma menção explícita aos agressores. O grupo, por sua vez, adotou uma abordagem mais legalista, evitando referências diretas a Israel e EUA.
Desafios na Negociação
Outro ponto complicado nas negociações é a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Brasil e Índia defendem a inclusão de novos membros, enquanto a África do Sul se baseia no Consenso de Ezulwini, que exige assentos permanentes para países africanos. Essa divergência representa um obstáculo significativo para um consenso dentro do Brics.
Os negociadores estão tentando encontrar uma linguagem que equilibre as diversas posições dos membros. A falta de um posicionamento claro sobre os ataques ao Irã poderia resultar em uma derrota diplomática para o bloco. A expectativa é que a versão final da declaração reflita um compromisso entre as demandas dos países, especialmente em um contexto geopolítico tão delicado.
A cúpula do Brics se apresenta como um momento crucial para o fortalecimento do bloco no cenário global, apesar das tensões internas. A finalização da declaração será um teste para a capacidade de mediação do Brasil e para a unidade do grupo.
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