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Narcotráfico agrava tensões entre Colômbia e EUA na luta contra drogas

EUA consideram retirar certificação da Colômbia devido ao aumento da violência e à produção recorde de cocaína sob governo de Gustavo Petro.

Colômbia registrou aumento de 10% na área cultivada de coca no ano passado, o suficiente para produzir mais de 2.600 toneladas da droga - Gustavo Petro fez um discurso em Tibú, departamento de Norte de Santander, Colômbia, no dia 6 de março (Foto: Reprodução)
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  • As tensões entre os Estados Unidos e a Colômbia aumentaram sob o governo de Gustavo Petro.
  • O aumento de sequestros e assassinatos gerou críticas à abordagem de Petro na luta contra as drogas.
  • A produção de cocaína na Colômbia atingiu níveis recordes, com um crescimento de 10% no cultivo, totalizando 253.000 hectares.
  • A percepção de falta de cooperação do governo colombiano pode levar os EUA a reconsiderar a certificação da Colômbia como aliado na guerra contra as drogas.
  • A ajuda americana, que já foi superior a US$ 10 bilhões, não é mais o principal suporte econômico do país, que enfrenta uma crescente insegurança.

As tensões entre os Estados Unidos e a Colômbia aumentam, com o governo de Gustavo Petro enfrentando críticas por sua abordagem na luta contra as drogas. A deterioração da segurança no país, marcada por um aumento nos sequestros e assassinatos, pode levar os EUA a reconsiderar a certificação da Colômbia como aliado confiável na guerra contra as drogas.

Historicamente, a Colômbia recebeu mais de US$ 10 bilhões em ajuda americana, mas a situação atual é alarmante. A produção de cocaína atingiu níveis recordes, com um aumento de 10% no cultivo, totalizando 253.000 hectares. O Exército de Libertação Nacional (ELN) e grupos narcotraficantes estão expandindo suas operações em áreas antes seguras, aproveitando a trégua militar promovida pela iniciativa de “paz total” de Petro.

A percepção de que o governo colombiano não está cooperando adequadamente na questão das drogas é uma preocupação crescente para Washington. A renúncia da ministra das Relações Exteriores, Laura Sarabia, e alegações de um plano para derrubar Petro também complicam as relações. Especialistas afirmam que a retirada da certificação poderia fortalecer a retórica anti-imperialista de Petro, mas também afastaria eleitores que não apoiam uma deterioração nas relações com os EUA.

O Departamento de Estado dos EUA não comentou sobre a situação, mas a pressão sobre a Colômbia deve aumentar antes da decisão em setembro. A falta de progresso nas negociações de paz e a crescente insegurança fazem com que 40% da população veja o tráfico de drogas como a maior ameaça ao país. A ajuda americana, embora ainda significativa, não é mais o principal suporte econômico que foi no passado, e a Colômbia pode enfrentar consequências severas se não agir rapidamente para melhorar a segurança.

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