- Donald Trump gerou polêmica ao usar o termo “Shylocks” em um comício em Iowa.
- A expressão é associada a estereótipos negativos sobre judeus e provocou reações de grupos judaicos e políticos.
- Trump afirmou que não sabia que o termo era ofensivo e o definiu como alguém que empresta dinheiro a altas taxas.
- A Liga Anti-Difamação (ADL) e o congressista Daniel Goldman criticaram suas declarações, considerando-as irresponsáveis e antissemitas.
- Apesar das críticas, aliados de Trump defendem seu apoio a Israel e a presença de conselheiros judeus em sua administração.
Donald Trump enfrenta críticas após uso de termo antissemitas em comício
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao usar o termo “Shylocks” durante um comício em Iowa. A expressão, associada a estereótipos negativos sobre judeus, provocou reações de grupos judaicos e políticos, que a consideraram irresponsável e prejudicial.
Durante o evento, Trump se referiu a alguns banqueiros como “Shylocks”, afirmando que não sabia que o termo era ofensivo. “Para mim, Shylock é alguém que empresta dinheiro a altas taxas,” disse o presidente ao ser questionado sobre suas declarações. O personagem Shylock, da peça “O Mercador de Veneza”, é um agiota judeu que representa um estereótipo negativo.
A Liga Anti-Difamação (ADL) classificou o uso do termo como “muito preocupante” e “irresponsável”, destacando que evoca um tropo antissemitas que remonta a séculos. O congressista Daniel Goldman, do Partido Democrata, chamou os comentários de Trump de “antisemitismo flagrante e vil”, afirmando que o presidente sabe exatamente o que está fazendo.
Amy Spitalnick, da Jewish Council for Public Affairs, também criticou a declaração, afirmando que “Shylock é um dos estereótipos antissemitas mais clássicos” e que a fala de Trump não foi um acidente. Apesar das críticas, aliados de Trump têm defendido sua postura, ressaltando seu apoio a Israel e a presença de conselheiros judeus em sua administração.
O ex-vice-presidente Joe Biden já havia utilizado o termo em 2014, reconhecendo posteriormente que foi uma escolha infeliz. A controvérsia atual levanta questões sobre a normalização de discursos antissemitas na política americana, especialmente em um momento em que a administração Trump se posiciona contra o antissemitismo em instituições de ensino.
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