- O grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) intensificou seus ataques em Burkina Faso, registrando mais de 280 ações no primeiro semestre de 2025.
- Os ataques resultaram em quase 1.000 mortes, principalmente entre forças de segurança.
- Em 1º de julho, o JNIM anunciou um ataque coordenado em sete bases militares no oeste do Mali, próximo às fronteiras com Senegal e Mauritânia.
- O grupo, liderado por Iyad Ag Ghali, rejeita a autoridade dos governos locais e busca impor uma interpretação rígida do Islã.
- A instabilidade política e a falta de governança efetiva têm contribuído para o crescimento da violência e a recruta de novos membros, especialmente entre a comunidade Fulani.
A violência jihadista no Sahel, especialmente em Burkina Faso, Mali e Níger, tem se intensificado. O grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), vinculado à Al-Qaeda, registrou mais de 280 ataques em Burkina Faso no primeiro semestre de 2025, resultando em quase 1.000 mortes, a maioria entre forças de segurança.
Em 1º de julho, o JNIM anunciou um ataque coordenado em sete bases militares no oeste do Mali, próximo às fronteiras com Senegal e Mauritânia. A situação levanta preocupações sobre a estabilidade da região, onde os governos e juntas militares têm lutado para conter a insurgência. Desde sua formação em 2017, o JNIM se tornou um dos grupos jihadistas mais mortais da África, expandindo suas operações para várias áreas.
O grupo é liderado por Iyad Ag Ghali, um ex-diplomata do Mali, e seu vice, Amadou Koufa, é da comunidade Fulani. Especialistas estimam que o JNIM conta com milhares de combatentes, muitos deles jovens sem oportunidades econômicas. O grupo rejeita a autoridade dos governos da região e busca impor uma interpretação rígida do Islã, o que gera descontentamento entre as comunidades locais.
Recentemente, a frequência dos ataques aumentou, com cerca de 800 mortes em Burkina Faso desde abril. O JNIM utiliza táticas variadas, como explosivos improvisados e ataques a bases militares. Além disso, a organização tem explorado tecnologias modernas, como dispositivos de internet via satélite, para aprimorar suas operações.
A situação é agravada pela instabilidade política, com várias juntas militares no poder e uma crescente insatisfação popular. As forças de segurança enfrentam dificuldades, e a falta de governança efetiva tem permitido que grupos como o JNIM prosperem. A violência contra civis, especialmente da comunidade Fulani, tem alimentado ainda mais a recruta de novos membros para o grupo.
Entre na conversa da comunidade