- As Forças Armadas de Israel convocarão 54.000 estudantes ultraortodoxos para o alistamento militar.
- A decisão segue uma determinação da Suprema Corte que revogou isenções históricas para essa população.
- A medida ocorre em um contexto de pressão sobre reservistas, que enfrentam longas missões.
- A convocação coincide com tentativas de partidos ultraortodoxos de negociar um novo acordo sobre isenções.
- A declaração militar promete respeitar o modo de vida ultraortodoxo e criar condições adequadas para a integração.
As Forças Armadas de Israel anunciaram a convocação de 54.000 estudantes ultraortodoxos para o alistamento militar, em resposta a uma decisão da Suprema Corte que revogou isenções históricas. A medida ocorre em um contexto de crescente pressão sobre os reservistas, que enfrentam longas missões.
A decisão judicial, proferida no ano passado, anulou uma política que permitia a isenção de serviço militar para estudantes de seminários, uma prática que existia há décadas. Atualmente, os ultraortodoxos representam 13% da população israelense, e o serviço militar é obrigatório para a maioria dos judeus a partir dos 18 anos, com duração de 24 a 32 meses.
Contexto da Decisão
A declaração do porta-voz militar, feita no último domingo (6), coincide com esforços legislativos de partidos ultraortodoxos da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para negociar um novo acordo sobre isenções. A questão da inclusão dos ultraortodoxos nas forças armadas se tornou mais controversa, especialmente diante dos desafios enfrentados pelas Forças Armadas em múltiplas frentes, como os conflitos com Hamas, Hezbollah e Irã.
Os líderes ultraortodoxos expressaram preocupações sobre a possível integração de seus estudantes em unidades militares mistas, que incluem mulheres, o que poderia afetar sua identidade religiosa. Em resposta, a declaração militar assegurou que serão criadas condições que respeitem o modo de vida ultraortodoxo e que programas adicionais serão desenvolvidos para facilitar essa integração.
Os avisos de convocação serão publicados ainda este mês, marcando um novo capítulo na relação entre o serviço militar e a comunidade ultraortodoxa em Israel.
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