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Procuradoria solicita nova prisão de ex-presidente sul-coreano por tentativa de golpe

Promotores solicitam nova prisão de Yoon Suk Yeol por abuso de poder e obstrução da justiça, após seu interrogatório recente.

Ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, chega ao gabinete do Procurador-Geral de Seul para ser interrogado (Foto: Soo-hyeon Kim - 28.jun.25/Reuters)
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  • Promotores sul-coreanos solicitaram um novo pedido de prisão contra o ex-presidente Yoon Suk Yeol.
  • O pedido foi feito um dia após seu interrogatório sobre a declaração de lei marcial em dezembro do ano passado.
  • Yoon enfrenta acusações de abuso de poder e obstrução da justiça, além de insurreição, que resultaram na suspensão da Assembleia Nacional.
  • A defesa de Yoon contestou as alegações, afirmando falta de evidências e considerando o pedido injustificado.
  • O ex-presidente já havia sido preso em janeiro e destituído em abril após a tentativa de decretar a lei marcial.

Promotores sul-coreanos solicitaram, neste domingo (6), um novo pedido de prisão contra o ex-presidente Yoon Suk Yeol. A medida ocorre um dia após seu interrogatório sobre a declaração de lei marcial feita em dezembro do ano passado. Yoon enfrenta acusações de insurreição, que resultaram na suspensão da Assembleia Nacional.

O pedido de detenção está vinculado a acusações de abuso de poder e obstrução da justiça, conforme comunicado dos promotores especiais. Eles não forneceram detalhes adicionais, afirmando que as explicações ocorrerão durante os procedimentos judiciais. A defesa de Yoon contestou as alegações, alegando falta de evidências consistentes e afirmando que o pedido de prisão é injustificado.

Yoon foi preso em janeiro após resistir à sua detenção, mas foi liberado após 52 dias por questões técnicas. Ele já havia sido destituído do cargo em abril pelo Tribunal Constitucional, que confirmou o impeachment aprovado pelo Parlamento devido à tentativa de decretar a lei marcial. Durante a crise, parlamentares foram forçados a escalar muros para votar contra o decreto, que durou cerca de seis horas.

Acusações e Consequências

As acusações contra Yoon incluem a mobilização de guardas presidenciais para evitar sua prisão em janeiro. O tribunal já havia rejeitado um pedido de prisão anterior, quando o ex-presidente se negou a comparecer para interrogatório. A insurreição, se confirmada, pode resultar em penas severas, incluindo prisão perpétua ou até pena de morte na Coreia do Sul.

O novo promotor especial foi nomeado logo após a posse do presidente Lee Jae-myung, que venceu a eleição antecipada após a destituição de Yoon. O ex-presidente continua a lutar contra as acusações, que têm gerado grande repercussão na política sul-coreana.

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