- O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrenta “motins” internos devido a desacordos sobre o aumento dos gastos com defesa.
- Lavrov criticou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) por sua suposta falta de imparcialidade em relação ao Irã.
- Ele destacou que a expansão da Otan para a Europa Oriental não trouxe benefícios, gerando insatisfação entre os aliados.
- Apenas 23 dos 32 membros da Otan atingiram o gasto de 2% do PIB em defesa, e a Espanha não aceitou os novos termos propostos.
- Lavrov defendeu o bloco Brics como um espaço de equilíbrio de interesses, rejeitando alegações de que sua expansão compromete sua objetividade.
Em coletiva após a cúpula do Brics, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que a Otan enfrenta “motins” internos, citando desacordos crescentes enquanto busca aumentar os gastos com defesa. Lavrov criticou a agência nuclear da ONU e defendeu a objetividade do bloco Brics, que, segundo ele, reflete o “equilíbrio de interesses” de seus membros.
Lavrov destacou que a expansão da Otan para a Europa Oriental não trouxe benefícios, nem mesmo para os próprios aliados. Ele mencionou que há uma crescente insatisfação entre os países da aliança, que desejam ser guiados por seus interesses nacionais, e não por diretrizes impostas. A fala parece direcionada ao presidente dos EUA, Donald Trump, que recentemente pressionou os aliados a elevarem seus gastos com defesa de 2% para 5% do PIB.
Atualmente, apenas 23 dos 32 membros da Otan atingiram o patamar de 2% em gastos com defesa. A Espanha, por exemplo, não aceitou os novos termos. Lavrov também criticou a distribuição de forças no Conselho de Segurança da ONU, argumentando que o Ocidente possui mais assentos do que deveria, desconsiderando o equilíbrio de poder global.
Em relação à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Lavrov questionou sua imparcialidade no monitoramento das instalações nucleares do Irã, que acusa o órgão de politizar suas análises. O chanceler pediu garantias de que a AIEA não introduzirá narrativas que possam ser usadas para promover interesses unilaterais.
Por fim, Lavrov rejeitou alegações de que a expansão do Brics compromete sua objetividade, afirmando que o bloco se baseia em princípios de igualdade e respeito mútuo. Ele concluiu que o potencial do Brics está apenas começando a ser revelado, desafiando a ideia de que a organização está perdendo seu propósito.
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