- O sequestro do empresário valenciano Luis Suñer pela ETA político-militar ocorreu entre janeiro e abril de 1981.
- A família pagou 325 milhões de pesetas para sua libertação.
- O jornalista Sergi Moyano revelou novos detalhes sobre o caso, incluindo a identidade do comando executor e a localização do cativeiro.
- Durante a negociação do resgate, a Guarda Civil estava ciente do processo, e dois advogados atuaram como intermediários.
- A dissolução da ETA-pm foi anunciada quatro meses após a libertação de Suñer, em setembro de 1982.
O sequestro do empresário valenciano Luis Suñer, realizado pela ETA político-militar, ocorreu entre janeiro e abril de 1981. A família de Suñer pagou 325 milhões de pesetas para sua libertação, um evento que agora ganha novos contornos com a investigação do jornalista Sergi Moyano.
Moyano revelou detalhes inéditos sobre o sequestro, incluindo a identidade do comando executor e a localização do cativeiro. A pesquisa, que durou vários anos, também trouxe à tona informações sobre a negociação do resgate e a dissolução da ETA-pm. O jornalista comprometeu-se a manter o anonimato dos informantes, que incluem colaboradores da organização terrorista.
O sequestro ocorreu em um contexto de transição política na Espanha, com o governo de UCD iniciando negociações para a dissolução da ETA-pm. Gaizka Fernández, do Memorial de Víctimas do Terrorismo, destacou que o sequestro de Suñer foi um evento extraordinário, considerando a situação política da época. Durante a negociação, dois advogados atuaram como intermediários, e a Guarda Civil estava ciente do processo.
Contexto e Negociação
O golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981 complicou a situação, levando a ETA-pm a declarar uma tregua e libertar outros reféns. No entanto, a organização negou o sequestro de Suñer, que se tornou uma fonte de recursos financeiros para a resistência. O pagamento do resgate foi feito em cheques, trocados por notas de 5.000 pesetas no Banco de Espanha, com a autorização do governo.
Após a libertação, Suñer tentou negociar a desgraça financeira com o governo, mas foi ignorado. Quatro meses depois, a ETA-pm anunciou sua dissolução, resultando em indultos para muitos de seus membros. A maioria do dinheiro do resgate foi utilizada para sustentar exilados durante a espera pela reintegração.
A história, embora pareça ficção, é um relato verdadeiro que reflete as complexidades da transição espanhola e o impacto do terrorismo na sociedade. A dissolução da ETA-pm, que ocorreu em setembro de 1982, marcou um passo significativo no combate ao terrorismo no país.
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