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‘Operação Apolo’ revela novos detalhes sobre o sequestro da ETA

Jornalista revela detalhes inéditos sobre o sequestro de Luis Suñer, incluindo identidade dos sequestradores e localização do cativeiro.

Luis Suñer, abraçado à sua mulher e sua filha, na varanda de sua casa em Alzira (Valência), no dia 14 de abril de 1981, após ser libertado do sequestro ao qual havia sido submetido pela banda terrorista ETA. (Foto: RAÚL CANCIO)
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  • O sequestro do empresário valenciano Luis Suñer pela ETA político-militar ocorreu entre janeiro e abril de 1981.
  • A família pagou 325 milhões de pesetas para sua libertação.
  • O jornalista Sergi Moyano revelou novos detalhes sobre o caso, incluindo a identidade do comando executor e a localização do cativeiro.
  • Durante a negociação do resgate, a Guarda Civil estava ciente do processo, e dois advogados atuaram como intermediários.
  • A dissolução da ETA-pm foi anunciada quatro meses após a libertação de Suñer, em setembro de 1982.

O sequestro do empresário valenciano Luis Suñer, realizado pela ETA político-militar, ocorreu entre janeiro e abril de 1981. A família de Suñer pagou 325 milhões de pesetas para sua libertação, um evento que agora ganha novos contornos com a investigação do jornalista Sergi Moyano.

Moyano revelou detalhes inéditos sobre o sequestro, incluindo a identidade do comando executor e a localização do cativeiro. A pesquisa, que durou vários anos, também trouxe à tona informações sobre a negociação do resgate e a dissolução da ETA-pm. O jornalista comprometeu-se a manter o anonimato dos informantes, que incluem colaboradores da organização terrorista.

O sequestro ocorreu em um contexto de transição política na Espanha, com o governo de UCD iniciando negociações para a dissolução da ETA-pm. Gaizka Fernández, do Memorial de Víctimas do Terrorismo, destacou que o sequestro de Suñer foi um evento extraordinário, considerando a situação política da época. Durante a negociação, dois advogados atuaram como intermediários, e a Guarda Civil estava ciente do processo.

Contexto e Negociação

O golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981 complicou a situação, levando a ETA-pm a declarar uma tregua e libertar outros reféns. No entanto, a organização negou o sequestro de Suñer, que se tornou uma fonte de recursos financeiros para a resistência. O pagamento do resgate foi feito em cheques, trocados por notas de 5.000 pesetas no Banco de Espanha, com a autorização do governo.

Após a libertação, Suñer tentou negociar a desgraça financeira com o governo, mas foi ignorado. Quatro meses depois, a ETA-pm anunciou sua dissolução, resultando em indultos para muitos de seus membros. A maioria do dinheiro do resgate foi utilizada para sustentar exilados durante a espera pela reintegração.

A história, embora pareça ficção, é um relato verdadeiro que reflete as complexidades da transição espanhola e o impacto do terrorismo na sociedade. A dissolução da ETA-pm, que ocorreu em setembro de 1982, marcou um passo significativo no combate ao terrorismo no país.

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