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Rebeca Grynspan defende reforma das instituições internacionais em tempos de transição

Rebeca Grynspan defende representação feminina na ONU e discute reformas necessárias durante cúpula dos BRICS no Brasil.

Rebeca Grynspan, secretária-geral da UNCTAD, na redação de EL PAÍS na última sexta-feira. (Foto: Pablo Monge)
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  • Rebeca Grynspan, atual líder da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), é considerada uma possível candidata para suceder António Guterres na Organização das Nações Unidas (ONU).
  • Grynspan, ex-vicepresidenta da Costa Rica, participou da Conferência Internacional de Desenvolvimento em Sevilla e se prepara para a cúpula dos BRICS no Brasil.
  • Durante a cúpula, ela discutirá a importância do multilateralismo e as reformas necessárias na ONU, enfatizando a necessidade de uma representação feminina na liderança da organização.
  • Grynspan defende a ampliação da representação no Conselho de Segurança da ONU, que atualmente não inclui membros permanentes da América Latina e da África.
  • Ela acredita que a ONU deve se adaptar às novas dinâmicas geopolíticas e se conectar mais efetivamente com a sociedade civil para restaurar a confiança nas instituições internacionais.

Rebeca Grynspan, atual líder da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), é mencionada como uma possível candidata para suceder António Guterres na ONU. Grynspan, que já ocupou cargos importantes como a vice-presidência da Costa Rica, participa da cúpula dos BRICS no Brasil, onde discutirá a relevância do multilateralismo e as reformas necessárias na ONU.

Após a Conferência Internacional de Desenvolvimento em Sevilla, Grynspan se prepara para um encontro com líderes globais, incluindo o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov. Embora a ex-vicepresidenta não confirme sua candidatura, ela destaca a importância de uma representação feminina na liderança da ONU, cargo que nunca foi ocupado por uma mulher em suas oito décadas de história.

A América Latina e o Caribe têm uma posição favorável para assumir a liderança da ONU, especialmente com nomes como Grynspan, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi, atual chefe da Agência Internacional de Energia Atômica. Grynspan enfatiza que a decisão sobre sua candidatura cabe ao governo da Costa Rica e que, se proposta, seria uma honra.

Durante a cúpula em Sevilla, Grynspan expressou otimismo em relação às recomendações do documento aprovado, embora não vinculativo. Ela acredita que a implementação das propostas depende da mobilização da sociedade civil e do setor privado, ressaltando que a incerteza global afeta diretamente a ajuda ao desenvolvimento.

A ex-vicepresidenta também abordou a necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, que não reflete a realidade atual. Grynspan defende a ampliação da representação, especialmente para a América Latina e a África, que atualmente não possuem membros permanentes. Ela acredita que a ONU deve se adaptar às novas dinâmicas geopolíticas, mantendo o multilateralismo como um pilar fundamental.

Grynspan conclui que, para restaurar a confiança nas instituições internacionais, é essencial que a ONU se conecte mais efetivamente com a sociedade civil e que as vozes dos cidadãos sejam ouvidas nas decisões globais.

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