- Mariano García Calatayud, um espanhol que se mudou para a Ucrânia em 2014, foi preso em Kherson em março de 2022 após protestar contra a ocupação russa.
- Recentemente, surgiram indícios de que ele pode ter sido transferido para a região de Moscovo, mas a informação não foi confirmada oficialmente.
- A família e os advogados de Mariano enfrentam dificuldades para obter respostas das autoridades russas sobre seu paradeiro.
- Em abril de 2023, foi confirmada sua detenção em um presídio na Crimeia, onde enfrenta acusações de ameaçar a segurança da Rússia.
- Relatos de tortura e maus-tratos foram divulgados por testemunhas que estiveram com ele. Mariano, que tem 77 anos e problemas de saúde, é um dos muitos estrangeiros desaparecidos durante o conflito.
Mariano García Calatayud, um espanhol que se mudou para a Ucrânia em 2014, foi preso pelas forças russas em Kherson em março de 2022, após participar de protestos contra a ocupação. Recentemente, surgiram indícios de que ele pode ter sido transferido para a região de Moscovo, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente. A busca por Mariano continua, com sua família e advogados enfrentando dificuldades para obter respostas das autoridades russas.
García Calatayud, conhecido como “Super Mario” entre os ucranianos, é um ex-funcionário público que se dedicou a ajudar a população local, especialmente crianças e escolas. Ele se envolveu ativamente em protestos contra a ocupação russa, sendo preso no dia 19 de março de 2022, um mês após o início da invasão. Desde então, sua família não tem notícias concretas sobre seu paradeiro.
Após sua prisão, a primeira confirmação oficial sobre Mariano veio em abril de 2023, quando foi informado que ele estava detido em um presídio na Crimeia, sob acusação de ameaçar a segurança da Rússia. Relatos de tortura, incluindo choques elétricos e maus-tratos, foram divulgados por testemunhas que estiveram com ele. Atualmente, se ainda estiver vivo, Mariano tem 77 anos e enfrenta problemas de saúde.
A situação de Mariano é emblemática entre os muitos estrangeiros que desapareceram durante o conflito. Estima-se que cerca de 300 estrangeiros estejam desaparecidos, incluindo civis e militares. A família de Mariano e seus amigos continuam a buscar informações, mas as respostas das autoridades russas têm sido evasivas. A incerteza sobre seu estado de saúde e localização persiste, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação.
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