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Tarifa de Trump gera críticas e é considerada um erro estratégico, afirma Amorim

Celso Amorim alerta que tarifas dos EUA ao Brasil podem prejudicar relações comerciais e defende o multilateralismo nas negociações.

Assessor de política externa da Presidência, Celso Amorim (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
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  • O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que tarifas adicionais dos Estados Unidos ao Brasil seriam um “tiro no pé”.
  • A declaração foi feita após a cúpula dos Brics, realizada no Rio de Janeiro.
  • Amorim criticou a abordagem unilateral do presidente Donald Trump, que ameaçou sobretaxar países do Brics.
  • Ele defendeu o multilateralismo como essencial para as relações comerciais e destacou o interesse do Brasil em fortalecer os laços com os EUA, apesar do déficit comercial.
  • Amorim também condenou os ataques de Israel a Gaza e alertou sobre os riscos de um conflito mais amplo envolvendo o Irã.

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, alertou que a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos ao Brasil seria um “tiro no pé”. A declaração foi feita à CNN Brasil após a cúpula dos Brics, realizada no Rio de Janeiro. Amorim destacou que o Brasil considera os EUA um “grande parceiro comercial” e que a aplicação de tarifas poderia prejudicar as relações bilaterais.

Amorim criticou a abordagem unilateral do presidente Donald Trump, que ameaçou sobretaxar países membros do Brics. Ele enfatizou que o Brasil, que apresenta um déficit comercial com os EUA, tem interesse em fortalecer as relações comerciais. “Se você for jogar sempre na base da ameaça das tarifas, vai desgastar a si próprio”, afirmou, ressaltando que outros países podem buscar alternativas.

Críticas ao Modelo de Negociação

O ex-chanceler também criticou o modelo de negociação proposto pelos EUA, que sugere tarifas específicas para cada país. “A maior ameaça não é essa ou aquela tarifa, é a mudança de sistema”, disse. Segundo ele, essa abordagem remete a um período anterior à Segunda Guerra Mundial, quando acordos eram bilaterais. Amorim defendeu o multilateralismo como essencial para as relações comerciais.

Além das questões comerciais, Amorim se manifestou sobre conflitos geopolíticos, condenando os ataques de Israel a Gaza e alertando para os riscos de um conflito mais amplo envolvendo o Irã. Ele destacou que a reunião dos Brics reafirmou a natureza pacifista e solidária do grupo, que busca promover paz, desenvolvimento e meio ambiente em um cenário internacional complexo.

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