- O governo de Taiwan inicia, nesta quarta-feira, o maior exercício militar de sua história, simulando uma invasão da China continental.
- A manobra envolve 22 mil reservistas e o uso de mísseis americanos.
- Os exercícios, conhecidos como Han Kuang, ocorrem anualmente desde mil novecentos e oitenta e quatro, mas nunca foram tão abrangentes.
- Durante dez dias, serão testadas táticas para repelir desembarques e invasões aéreas, utilizando novos mísseis do sistema Himars.
- A China desqualificou a manobra como um “blefe”, afirmando que Taiwan não pode resistir à força do Exército de Libertação Popular.
O governo de Taiwan dará início, nesta quarta-feira (9), ao maior exercício militar de sua história, simulando uma invasão da China continental. A manobra, que envolve 22 mil reservistas e o uso de mísseis americanos, é uma resposta às crescentes ameaças de Pequim. Os exercícios, conhecidos como Han Kuang, ocorrem anualmente desde 1984, mas nunca foram tão abrangentes.
Durante os dez dias de atividades, serão testadas táticas para repelir desembarques e invasões aéreas. Novos mísseis do sistema Himars, que também foram utilizados na Ucrânia, serão empregados com munição real. A China, por sua vez, desqualificou a manobra como um “blefe”, afirmando que Taiwan não pode resistir à força do Exército de Libertação Popular.
A relação entre Taiwan e China é marcada por tensões desde 1949, quando o governo nacionalista se refugiou na ilha após a vitória comunista. O atual presidente taiwanês, Lai Ching-te, que assumiu em 2024, adota uma postura firme contra as ameaças de Pequim. O líder chinês, Xi Jinping, indicou que a China deve estar pronta para agir em relação a Taiwan até 2027.
Contexto Geopolítico
Recentemente, o chefe do Comando Indo-Pacífico dos EUA, almirante Samuel Paparo, destacou um aumento de 300% nas atividades militares chinesas relacionadas a uma possível invasão. A situação se complica ainda mais com a crescente tensão entre a China e a Otan, especialmente após incidentes envolvendo forças militares de ambos os lados.
Analistas apontam que a crise em Taiwan pode ter repercussões globais, incluindo a possibilidade de um alinhamento entre China e Rússia. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, sugeriu que um ataque a Taiwan poderia coincidir com uma ação russa na Europa, embora essa afirmação tenha sido criticada por especialistas.
A mobilização militar de Taiwan e as respostas de Pequim refletem um cenário de incerteza e potencial conflito na região, com implicações que vão além das fronteiras da ilha.
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