- Donald Trump manifestou apoio a Jair Bolsonaro, afirmando que o Brasil o trata de forma injusta e que há uma perseguição política.
- Trump pediu que o julgamento de Bolsonaro ocorra nas urnas e fez um apelo para que deixem o ex-presidente em paz.
- Uma pesquisa da consultoria Ativaweb mostrou que 67% das menções nas redes sociais elogiaram a fala de Trump.
- O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou a soberania nacional e rejeitou a interferência dos Estados Unidos.
- A embaixada dos EUA em Brasília também criticou a perseguição a Bolsonaro, aumentando a tensão entre os dois países.
A recente manifestação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, gerou intensas reações nas redes sociais. Trump, em postagem na plataforma Truth Social, afirmou que o Brasil está tratando Bolsonaro de forma injusta e que a situação se assemelha a uma perseguição política. Ele pediu que o julgamento do ex-mandatário ocorra nas urnas, não na Justiça, e concluiu com um apelo: “Deixem Bolsonaro em paz”.
A repercussão foi rápida. Um levantamento da consultoria Ativaweb revelou que, nas seis horas seguintes à publicação, 67% das menções nas redes sociais elogiaram a fala de Trump. Entre os apoiadores de Bolsonaro, a percepção é de que o ex-presidente americano reconheceu a perseguição que o ex-mandatário enfrenta. O senador Rogério Marinho e o deputado Eduardo Bolsonaro foram alguns dos que expressaram apoio à declaração de Trump, destacando a indignação que a situação gera tanto no Brasil quanto no exterior.
Resposta do Governo Brasileiro
Em contrapartida, o governo brasileiro se manifestou, enfatizando a soberania nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceita interferências externas. Em suas palavras, “ninguém está acima da lei”, em resposta às críticas de Trump. A Advocacia-Geral da União também se posicionou, afirmando que “soberania não se negocia” e que qualquer tentativa de interferência seria firmemente rechaçada.
Além disso, a ministra Gleisi Hoffmann criticou Trump, sugerindo que ele deveria focar nos problemas dos Estados Unidos. O deputado Rogério Correia insinuou que a declaração de Trump poderia ser uma retaliação a resoluções do Brics, que condenaram medidas coercitivas unilaterais.
Expectativas Futuras
A insistência de Trump em comentar sobre o Brasil levanta expectativas entre os apoiadores de Bolsonaro, que veem isso como uma possível intervenção nas eleições de 2026. A embaixada dos EUA em Brasília também se manifestou, reforçando a crítica à perseguição a Bolsonaro, o que intensifica a tensão entre os dois países.
O cenário político se mostra cada vez mais complexo, com aliados de Bolsonaro buscando apoio na base republicana. Enquanto isso, o governo brasileiro permanece firme em sua defesa da independência das instituições. A relação entre os Estados Unidos e o Brasil continua a ser monitorada de perto, com a possibilidade de novas declarações e ações nos próximos meses.
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