- A embaixadora brasileira Maria Luisa Escorel se reuniu com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, no Palácio do Itamaraty.
- Durante a reunião, Escorel expressou a insatisfação do Brasil com a interferência americana na política interna, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A embaixadora considerou a interferência inaceitável e alertou sobre possíveis consequências negativas nas relações bilaterais.
- Escorel apresentou evidências que contradizem a alegação de que Bolsonaro não estaria recebendo o devido processo legal, destacando que os procedimentos estão em andamento no Supremo Tribunal Federal.
- A reunião ocorreu após uma declaração do Departamento de Estado dos EUA, que criticou a perseguição a Bolsonaro e sua família.
Em uma reunião no Palácio do Itamaraty, a embaixadora brasileira Maria Luisa Escorel expressou ao encarregado de negócios dos EUA, Gabriel Escobar, a insatisfação do Brasil com a interferência americana na política interna, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A conversa, que durou cerca de 40 minutos, foi considerada “dura” por diplomatas brasileiros.
Durante o encontro, Escorel afirmou que a interferência dos EUA é inaceitável e que tal atitude pode trazer consequências negativas para as relações bilaterais. A embaixadora também lamentou a aliança dos EUA com aqueles que tentaram um golpe no Brasil, referindo-se aos eventos de 8 de janeiro de 2023. A reunião foi convocada após uma declaração do Departamento de Estado, que criticou a perseguição a Bolsonaro e sua família.
A embaixadora apresentou evidências que contradizem a alegação de que Bolsonaro estaria sendo julgado sem o devido processo legal. Ela destacou que os procedimentos de defesa estão em andamento no Supremo Tribunal Federal e que o ex-presidente deve ser julgado até o final deste ano. Escorel também expressou surpresa pelo fato de Washington apoiar a narrativa de perseguição defendida por bolsonaristas.
Tensão nas Relações Bilaterais
A relação entre Brasil e EUA se deteriorou ainda mais após o ex-presidente Donald Trump criticar o país, afirmando que o Brasil “não tem sido bom pra gente”. Trump, que é aliado de Bolsonaro, usou a expressão “caça às bruxas” em referência ao tratamento dado ao ex-presidente. Além disso, ele anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando a situação de Bolsonaro como uma das justificativas.
A embaixadora brasileira, orientada pelo chanceler Mauro Vieira, enfatizou que o Brasil tem o direito de seguir seus próprios ritos democráticos. A Embaixada dos EUA, por sua vez, não divulgou detalhes sobre a reunião, mantendo a política de não comentar sobre encontros privados. A situação continua a ser monitorada de perto, com possíveis desdobramentos nas relações entre os dois países.
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