- Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outras legendas manifestaram repúdio à imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos.
- A medida foi justificada pelo presidente Donald Trump em razão de uma suposta perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Os parlamentares consideraram a ação uma violação da soberania nacional e compararam-na a intervenções imperialistas históricas.
- O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o grupo está em diálogo com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e aguarda uma resposta oficial.
- O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) fez uma analogia com a Operação Brother Sam de 1964, destacando a continuidade da intervenção imperialista.
Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outras legendas expressaram, nesta quarta-feira, 9, seu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pelo presidente Donald Trump com base em uma alegada perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante uma coletiva na Câmara, os parlamentares afirmaram que essa imposição representa uma violação da soberania nacional. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou que o grupo está em diálogo com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e que aguarda uma posição oficial do Planalto. Ele enfatizou a necessidade de uma resposta adequada a essa ação considerada imperialista.
Comparações Históricas
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) fez uma analogia com a Operação Brother Sam, ocorrida em 1964, quando os EUA mobilizaram uma frota de guerra em resposta a um golpe de Estado no Brasil. Ele ressaltou que, embora os métodos tenham mudado, a essência da intervenção imperialista permanece. Alencar defendeu a importância de se opor ao patriotismo xenófobo e de lutar pela soberania dos povos.
Outros parlamentares também criticaram o que consideram um ataque à soberania brasileira, citando a interferência dos EUA nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A deputada Duda Salabert (PDT-MG) mencionou um “golpismo transnacional”, referindo-se à tentativa de desestabilizar as instituições brasileiras. A expectativa é que o governo brasileiro se posicione firmemente contra essa medida.
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