- Maria Ressa, jornalista filipina e vencedora do Nobel da Paz em 2021, participou de um evento no Rio de Janeiro no dia nove de julho.
- Ela discutiu a importância do jornalismo na democracia e o impacto das redes sociais na desinformação.
- Ressa criticou as grandes empresas de tecnologia, afirmando que a inteligência artificial prioriza o lucro em vez da verdade.
- Durante o evento, ela recebeu o Prêmio Faz Diferença 2024, reconhecendo sua luta em defesa do jornalismo e da democracia.
- Ressa enfatizou que “quando o jornalismo morre, a democracia morre” e destacou a necessidade de união entre jornalistas na luta contra a desinformação.
Maria Ressa, jornalista filipina e vencedora do Nobel da Paz em 2021, participou de um evento no Rio de Janeiro, na terça-feira (9), onde discutiu a importância do jornalismo na democracia e o impacto das redes sociais na disseminação de desinformação. O encontro ocorreu na Livraria da Travessa e foi mediado pelo repórter Filipe Barini, em parceria com O GLOBO e a editora Companhia das Letras.
Durante sua fala, Ressa destacou que as mídias sociais têm potencial para destruir a democracia, afirmando que a manipulação de informações se espalha rapidamente nas plataformas digitais. Ela criticou as grandes empresas de tecnologia, ressaltando que a inteligência artificial não prioriza a verdade, mas sim o lucro. A jornalista também mencionou que eleições em diversos países foram afetadas por desinformação, citando o caso da Romênia, que adiou suas eleições de 2024 devido a interferências.
Prêmio Faz Diferença 2024
No mesmo evento, Ressa foi homenageada com o Prêmio Faz Diferença 2024, uma nova categoria que reconhece sua luta em defesa do jornalismo e da democracia. Ao receber o prêmio, ela enfatizou que “quando o jornalismo morre, a democracia morre”, comparando os desafios enfrentados por jornalistas nas Filipinas e no Brasil.
A trajetória de Ressa é marcada pela resistência ao autoritarismo do ex-presidente Rodrigo Duterte, que resultou em sua prisão em 2019. Apesar das ameaças e perseguições, ela se mantém firme em sua missão de informar. Ressa afirmou que “ameaças de estupro e morte não vão me calar”, reforçando a necessidade de união entre jornalistas na luta contra a desinformação e pela liberdade de expressão.
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