Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mortos em Gaza são deslocados em meio ao conflito e à devastação

Cemitérios improvisados surgem em Gaza, enquanto famílias enfrentam dificuldades para enterrar seus mortos em meio ao conflito.

Pessoas no chamado Cemitério Argélia, recentemente criado perto do hospital Nasser em Khan Younis, em 5 de julho de 2025. (Foto: Mohamed Solaimane)
0:00
Carregando...
0:00
  • Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza enfrenta uma grave crise humanitária, com mais de 57.000 palestinos mortos e 134.000 feridos.
  • Nazmi Abu Lehia enterra seu pai, Mohammad, em um cemitério improvisado em Al Mawasi, devido à impossibilidade de acessar o local familiar, que está em zona de combate.
  • O pai de Nazmi foi atingido por disparos do exército israelense próximo a um ponto de distribuição de ajuda humanitária.
  • A falta de locais adequados para sepultamentos levou à criação de cemitérios emergenciais, como o de Al Mawasi, onde cerca de 425.000 pessoas vivem atualmente.
  • A ONU estima que 90% da população de Gaza já foi deslocada pelo menos uma vez desde o início do conflito, dificultando o luto e a conexão com os locais de descanso eterno.

Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária devastadora, com mais de 57.000 palestinos mortos e 134.000 feridos. Nazmi Abu Lehia, de 15 anos, enterra seu pai, Mohammad, em um cemitério improvisado em Al Mawasi, devido à impossibilidade de acessar o local familiar, agora em zona de combate. “Agora, até nossos mortos estão deslocados”, lamenta o jovem.

O pai de Nazmi foi atingido por disparos do exército israelense próximo a um ponto de distribuição de ajuda humanitária. A situação se agrava com a falta de locais adequados para sepultamentos, levando a família a buscar um espaço em um dos novos cemitérios públicos criados para atender à demanda crescente. A guerra não apenas ceifou vidas, mas também desmantelou tradições de sepultamento, forçando famílias a enterrar seus entes queridos em locais desconhecidos.

Cemitérios emergenciais, como o de Al Mawasi, surgiram após a doação de terrenos por moradores, como Imran al-Astal, que se mobilizou ao ver pessoas sem onde enterrar seus mortos. Atualmente, cerca de 425.000 pessoas vivem em Al Mawasi, um aumento significativo devido à ordem de deslocamento emitida por Israel. A ONU estima que 90% da população de Gaza já foi deslocada pelo menos uma vez desde o início do conflito.

A dor da perda é intensificada pela incerteza sobre os locais de sepultamento. “Meu filho agora está entre estranhos”, diz Mohammad al-Faqaawi, que não pôde enterrar seu filho em seu cemitério familiar devido ao risco. A psicóloga Said al-Kahlout destaca que a escolha do local de sepultamento é crucial para o processo de luto, mas muitos agora enfrentam a realidade de enterrar seus mortos em terrenos sem identificação.

A situação em Gaza continua a se deteriorar, com a maioria das áreas consideradas inabitáveis. As famílias enfrentam o trauma de perder não apenas seus entes queridos, mas também a conexão com seus lugares de descanso eterno.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais