- Os houthis, grupo rebelde no Iémen, retomaram ataques a navios comerciais no Mar Vermelho após sete meses.
- O graneleiro Eternity C, de bandeira liberiana, foi atacado com mísseis e granadas, resultando em quatro mortes e seis sequestrados.
- Os ataques causaram uma queda de 50% no tráfego marítimo na região e afetaram o porto israelense de Eilat, que declarou falência.
- Em resposta, Israel bombardeou alvos dos houthis no Iémen, enquanto os rebeldes afirmaram ter disparado mísseis contra Israel.
- Desde o início dos ataques, os houthis realizaram mais de 520 ações, intensificando a insegurança em uma rota vital para o comércio global.
Após um hiato de sete meses, os houthis, grupo rebelde no Iémen apoiado pelo Irã, retomaram os ataques a navios comerciais no Mar Vermelho. Desde domingo, o grupo afundou dois cargueiros e sequestrou tripulantes, provocando uma queda de 50% no tráfego marítimo na região.
O graneleiro Eternity C, de bandeira liberiana e operado por uma empresa grega, foi atacado com mísseis e granadas propulsadas por foguetes. Os houthis alegaram que a embarcação estava a caminho do porto israelense de Eilat. Dez dos 25 membros da tripulação foram resgatados, mas quatro morreram e outros seis foram sequestrados. A Operação Aspides, da União Europeia, confirmou os detalhes do ataque e a recuperação dos tripulantes.
Retaliação de Israel
Em resposta aos ataques, Israel bombardeou alvos dos houthis no Iémen, incluindo o porto de Hodeida. Os rebeldes afirmaram ter disparado mísseis contra Israel, que detectou dois projéteis. Wolf-Christian Paes, pesquisador do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, destacou que não havia ataques significativos à navegação mercante desde dezembro do ano passado.
Os houthis iniciaram sua campanha de ataques após o início do conflito entre Hamas e Israel, buscando pressionar o governo israelense a interromper os bombardeios em Gaza. Cerca de 12% do comércio marítimo global passa pelo Mar Vermelho, e a insegurança na região tem forçado navios a adotarem rotas mais longas, impactando o comércio.
Impacto Econômico
Os ataques também afetaram o porto israelense de Eilat, que declarou falência devido à interrupção das atividades comerciais. O CEO do porto, Gideon Golbert, informou que as operações estavam paralisadas há oito meses. Desde o início dos ataques, os houthis realizaram mais de 520 ataques, incluindo 176 contra navios comerciais.
Em maio de 2023, os houthis haviam concordado com uma trégua proposta pelos EUA, mas esta limitava-se a suspender ataques a navios de guerra americanos. Desde então, a situação se deteriorou, com os houthis intensificando suas ações no Mar Vermelho, colocando em risco uma rota vital para o comércio global.
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