- Nos primeiros seis meses de 2025, o Haiti registrou mais de 3.000 assassinatos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
- A capital, Porto Príncipe, está sob controle de gangues, que dominam 90% da área.
- O aumento de homicídios foi de 3.141 entre janeiro e junho, com a ONU alertando sobre a possibilidade de desestabilização no Caribe.
- Além dos assassinatos, 620 pessoas foram sequestradas entre outubro de 2024 e junho de 2025.
- A ONU pede apoio internacional às autoridades haitianas para proteger os direitos da população e ajudar grupos vulneráveis.
Mais de 3.000 assassinatos foram registrados no Haiti nos primeiros seis meses de 2025, conforme relatório apresentado pela ONU. A situação de segurança no país se deteriorou, com gangues controlando 90% da capital, Porto Príncipe, e a violência se espalhando para outras regiões.
Entre janeiro e junho, foram contabilizados 3.141 homicídios, um aumento alarmante em relação aos meses anteriores. Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, destacou que a escalada da violência pode desestabilizar não apenas o Haiti, mas também outros países do Caribe.
O relatório da ONU revela que a violência tem se intensificado, especialmente nos departamentos de Basse-Artibonite e Centre. As gangues estão expandindo seu controle sobre rotas importantes, aumentando o risco de tráfico transnacional de armas e pessoas. Volker Türk, alto comissário da ONU, afirmou que o povo haitiano vive um “horror sem fim”, enfrentando não apenas a violência das gangues, mas também abusos por parte das forças de segurança.
Risco de Desestabilização
Entre outubro de 2024 e junho de 2025, foram registrados 4.864 assassinatos no Haiti. O relatório detalha que, além dos homicídios, 620 pessoas foram sequestradas nesse período. A ONU alerta que a expansão do controle das gangues representa um risco significativo para a segurança regional.
Para evitar uma desestabilização maior na sub-região do Caribe, a ONU pede à comunidade internacional que reforce o apoio às autoridades haitianas. A responsabilidade de proteger os direitos da população é fundamental, assim como o suporte a organizações que assistem grupos vulneráveis.
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