- O acidente com o voo 171 da Air India, um Boeing 787, resultou na morte de 241 pessoas.
- A investigação preliminar indicou que os interruptores de corte de combustível foram acionados quase simultaneamente após a decolagem, causando a perda de propulsão.
- A Diretoria Geral de Aviação Civil (DGCA) da Índia ordenou inspeções obrigatórias nos interruptores de combustível em todas as aeronaves Boeing.
- A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) havia recomendado inspeções nos mecanismos de bloqueio dos interruptores em 2018, mas essa recomendação não era obrigatória.
- A Associação de Pilotos Comerciais da Índia defendeu a tripulação, pedindo uma investigação justa e baseada em fatos.
As investigações sobre o acidente do voo 171 da Air India, que resultou na morte de 241 pessoas, estão em andamento, com foco nos interruptores de corte de combustível do Boeing 787-8. Um relatório preliminar revelou que os interruptores foram acionados quase simultaneamente logo após a decolagem, levando à perda de propulsão e à queda da aeronave.
A Diretoria Geral de Aviação Civil (DGCA) da Índia ordenou inspeções obrigatórias nos interruptores de combustível em todas as aeronaves Boeing, após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) afirmar que os interruptores são seguros. Apesar disso, a investigação inicial levantou preocupações sobre o funcionamento do sistema. A FAA já havia recomendado, em 2018, que as companhias aéreas realizassem inspeções nos mecanismos de bloqueio dos interruptores, mas essa recomendação não era obrigatória.
Registros de manutenção da aeronave mostram que o módulo de controle do acelerador, onde os interruptores estão localizados, foi substituído em 2019 e novamente em 2023. O relatório da Agência de Investigação de Acidentes Aéreos da Índia (AAIB) indica que, após atingir a velocidade máxima, os interruptores de combustível mudaram de RUN para CUTOFF em um intervalo de 0,1 segundo. Um dos pilotos questionou o motivo do corte de combustível, ao que o outro respondeu que não havia feito tal ação.
Reações e Desdobramentos
A Associação de Pilotos Comerciais da Índia defendeu a tripulação, afirmando que os pilotos agiram de acordo com seu treinamento. A entidade pediu uma investigação justa e baseada em fatos, destacando que a referência à diretriz da FAA de 2018 sugere a possibilidade de mau funcionamento do equipamento.
As autoridades indianas continuam a apuração para determinar se houve falha técnica, erro humano ou uma combinação de fatores. O acidente, considerado a maior tragédia aérea da Índia nos últimos anos, gerou reações em diversos setores, com a Coreia do Sul também considerando a inspeção dos interruptores de combustível em suas aeronaves Boeing.
A segurança das operações aéreas permanece como prioridade, e as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do acidente.
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