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Síria declara cessar-fogo após conflitos entre beduínos e drusos deixarem mortos

Cessar-fogo na Síria é ameaçado após combates entre drusos e beduínos deixarem mais de 100 mortos em dois dias.

Membros das forças de segurança da Síria entram na cidade predominantemente drusa de Sweida (Foto: Karam al-Masri/Reuters)
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  • O Ministério da Defesa da Síria anunciou um cessar-fogo na região sul do país após combates entre drusos e beduínos que resultaram em mais de 100 mortes em dois dias.
  • A trégua, estabelecida em quinze de julho, é considerada instável, com líderes drusos pedindo resistência contra o governo sírio.
  • Autoridades religiosas drusas solicitaram a entrega pacífica de armas, mas o xeque Hikmat al-Hajri desafiou essa orientação, acusando o governo de violar o cessar-fogo.
  • Os confrontos na província de Sweida começaram após o sequestro de um vendedor de verduras druso, levando a uma escalada de violência.
  • A presença militar síria na região aumentou a tensão, enquanto Israel lançou uma nova ofensiva contra o governo sírio em defesa dos drusos.

O Ministério da Defesa da Síria anunciou um cessar-fogo na região sul do país, após intensos combates entre drusos e beduínos que resultaram em mais de 100 mortes em apenas dois dias. A trégua, estabelecida na terça-feira (15), é considerada instável, com líderes drusos pedindo resistência contra o governo sírio.

Após o acordo, autoridades religiosas drusas solicitaram que os combatentes entregassem suas armas pacificamente. No entanto, o xeque Hikmat al-Hajri, uma figura influente entre os drusos, desafiou essa orientação, acusando o governo de violar o cessar-fogo e convocando os drusos a se opor ao regime. Em um vídeo, ele afirmou que a comunidade está enfrentando uma “guerra total de extermínio”.

Os confrontos na província de Sweida começaram após o sequestro de um vendedor de verduras druso por beduínos, levando a uma escalada de violência. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), os combates resultaram em 116 mortes, incluindo 64 drusos, entre eles crianças e mulheres, e 52 beduínos e membros das forças de segurança.

Tensão Regional

A situação em Sweida é um reflexo das complexas rivalidades étnicas e religiosas na Síria. O governo, sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, enfrenta o desafio de manter a ordem em um país fragmentado, enquanto tenta se apresentar como um líder moderado. A presença de forças de segurança na cidade aumentou a tensão, com relatos de militares se deslocando para o centro da cidade e tomando controle de áreas estratégicas.

Israel, que já havia realizado ataques na Síria em defesa dos drusos, lançou uma nova ofensiva contra o governo sírio. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que os ataques são uma “advertência clara” ao regime, enfatizando que Israel não permitirá que os drusos sejam prejudicados. A presença militar síria em Sweida é vista como uma violação de acordos de desmilitarização na região.

A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos em um dos conflitos mais complexos do Oriente Médio.

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