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Crescem conflitos entre elefantes e humanos em Zimbábue por pressão demográfica e clima

Governo do Zimbábue planeja sacrificar elefantes para controlar superpopulação, enquanto especialistas sugerem soluções sustentáveis.

Uma manada de elefantes na llanura aluvial de Sengwa, perto da reserva Songo Conservancy de Akashinga, no lago Kariba. (Foto: Davina Jogi)
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  • O Zimbábue enfrenta conflitos crescentes entre humanos e elefantes, resultando em mortes e ferimentos.
  • A população de elefantes chega a 100 mil, com 18 mortes registradas em Kariba no primeiro trimestre de 2023.
  • O governo planeja sacrificar 50 elefantes para controlar a superpopulação, gerando controvérsia.
  • Especialistas propõem alternativas sustentáveis, como a venda de elefantes e aumento das cotas de caça.
  • Iniciativas como repelentes de pimenta e cercas de colmeias estão sendo testadas para proteger as comunidades.

Zimbábue enfrenta crescente conflito entre humanos e elefantes, levando a mortes e ferimentos. A superpopulação de elefantes, que chega a 100 mil exemplares, tem gerado tensões nas comunidades, especialmente em Kariba, onde 18 mortes foram registradas apenas no primeiro trimestre de 2023.

Recentemente, o governo anunciou planos para sacrificar 50 elefantes como medida para controlar a população. Essa decisão gerou controvérsias, com especialistas e organizações de conservação propondo alternativas mais sustentáveis. Amos Gwema, conservacionista comunitário, destaca que o crescimento populacional humano e a invasão de áreas silvestres são as principais causas dos conflitos.

Casos de ataques de elefantes têm se tornado frequentes. Em maio, três pessoas morreram em Kariba, e a situação é alarmante, com relatos de ataques que resultaram em ferimentos graves. Brian Ncube, conselheiro do distrito, afirma que, em média, três incidentes são reportados semanalmente.

A proposta de sacrifício é criticada por organizações como o Centro para os Recursos Naturais e a Governança, que argumentam que essa abordagem não resolve as causas subjacentes do conflito. Em vez disso, sugerem a venda de elefantes para outros países ou o aumento das cotas de caça como soluções mais viáveis.

Henry Varandeni, responsável pelo meio ambiente em Nyaminyami, defende o sacrifício, mas reconhece a necessidade de melhorar a gestão da vida silvestre, incluindo o aumento do número de guardas florestais. Enquanto isso, iniciativas como o uso de repelentes de pimenta e cercas de colmeias estão sendo testadas para afastar os elefantes das áreas habitadas.

As comunidades afetadas, como a de Joramu Dipuka, que sobreviveu a um ataque em 2013, clamam por mais apoio. Dipuka, que agora enfrenta dificuldades para trabalhar devido a ferimentos, critica a falta de assistência do governo e das organizações de conservação. A situação continua a exigir atenção urgente para equilibrar a coexistência entre humanos e elefantes em Zimbábue.

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